Disputa agressiva no Recife dificultará diálogo para frente esquerdista contra Bolsonaro, avaliam lideranças

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A disputa eleitoral em Recife (PE) deve deixar sequelas profundas na esquerda, que se dividiu e mergulhou numa campanha agressiva na cidade. Lideranças nacionais dos partidos envolvidos na guerra afirmam que ela dificultará o diálogo para a formação de uma frente contra Jair Bolsonaro em 2022.

O PSB, que lançou João Campos aliado ao PCdoB, queixa-se de ter sido chamado de corrupto —em áudio distribuído por WhatsApp na sexta (27), por exemplo, o candidato é chamado de “mijão” e são feitas referências a desvio de recursos em obras, fraudes em merendas e bloqueio de bens.

Já a petista Marília Arraes, prima de João Campos e rompida com ele, foi vítima de ataques apócrifos em panfletos que a acusavam de defender aborto, drogas e de pertencer a um partido, o PT, que “persegue cristãos de todo o Brasil”.

MÔNICA BERGAMO

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