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Foi falar “merda”, ó!

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Os treinos de Carol Solberg na faixa de areia em frente à Rua Garcia D’Ávila, em Ipanema, recomeçam na primeira segunda-feira de janeiro — sem patrocínio. Absolvida em novembro pelo STJD do “crime” de ter gritado “Fora, Bolsonaro” ao vivo na TV, a atleta do vôlei de praia diz ter consciência de que não será fácil arrumar quem a apoie financeiramente. “Sei que fechei portas com as marcas que não querem se envolver com política”, diz.

“Mas tem o outro lado: existem empresas que apoiam quem se posiciona”. Carol, 33 anos, paga do próprio bolso os cinco profissionais que fazem parte da sua equipe e diz que joga “com a corda no pescoço, matando um leão por dia”. Pode voltar a se manifestar, mas não se sente obrigada: “O que desejo é ter a liberdade de falar o que eu quiser, quando eu quiser”.

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