Caso Tatiane Spitzner: réu acusado de matar advogada vai a júri popular
Foto: Reprodução

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O réu Luis Felipe Manvailer, acusado de matar a advogada Tatiane Spitzner, vai a júri popular nesta quarta-feira (10) no Fórum de Guarapuava (PR). Em julho de 2018, a vítima foi encontrada morta após queda do 4º andar do apartamento em que morava com Luis Felipe. As informações são do G1.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Paraná, o réu matou Tatiane Spitzner por asfixia mecânica. Luis Felipe responderá por homicídio qualificado – com as qualificadoras de feminicídio, motivo fútil e morte mediante asfixia. Ele também é acusado por fraude processual.

Marido de Tatiane, Luiz Felipe foi preso horas depois de se envolver em um acidente de trânsito. As investigações apontam que ele teria removido o corpo da calçada e o levado até o apartamento para tentar ocultar o crime.

De acordo com o G1, o júri popular do caso foi adiado duas vezes. Inicialmente marcado para 3 e 4 de dezembro, o julgamento foi adiado para 25 de janeiro, após um advogado de defesa do réu ser diagnosticado com Covid-19. A segunda remarcação ocorreu após pedido da defesa do réu por incompatibilidade de datas.

Relembre o caso

Tatiane foi encontrada morta no dia 22 de julho de 2018, após cair da sacada de seu apartamento na cidade de Guarapuava (PR). Vizinhos testemunharam a queda e ligaram para a polícia. Porém, ao chegar ao local, a polícia não encontrou o corpo de Tatiane na frente do prédio. Os policiais seguiram um rastro de sangue e encontraram o corpo de Tatiane em seu apartamento, no quarto andar.

Vídeos de câmeras de segurança obtidos pela polícia mostram uma violenta discussão entre o casal na noite do crime. Nos vídeos, Luiz dá tapas em Tatiane e a arrasta até o apartamento do casal. Em interrogatório, em março de 2019, Luiz Felipe não respondeu sobre a noite do crime, mas negou que tenha matado a namorada.

Ainda segundo denúncia do MP, Luiz usava apelidos como “bosta albina” para se referir a Tatiane. De acordo com os promotores, Luiz “praticou todas as formas de violência familiar e doméstica contra Tatiane Spitzner”. O MP ainda detalha que Luiz usava de violência psicológica ao obrigar a mulher a fazer todos os serviços domésticos e não permitir a contratação de uma diarista.

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