Ação popular pede que Renan Calheiros e Jader Barbalho sejam impedidos de participar da CPI da Pandemia.

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom e Valter Campanato/Agência Brasil

Uma ação popular apresentada ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), na noite dessa sexta-feira (23/4), pede liminar para impedir que os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Jader Barbalho (MDB-PA) participem da CPI da Pandemia.

Autor do processo, o advogado Hazenclever Lopes Cançado alega que Renan é pai do governador de Alagoas, Renan Filhos (MDB); e Jader é pai do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), dois estados que podem se tornar alvos da comissão.

“Assim, é de clareza solar que os senadores Renan Calheiros e Jader Barbalho não podem, sequer, integrar a CPI Covid-19, pois as administrações dos estados que seus filhos governam serão investigadas, já que receberam recursos federais para o combate da pandemia”, pontuou.

Na noite de sexta-feira, Renan Calheiros se antecipou e declarou suspeição para votar ou relatar apenas as questões que envolvam Alagoas. O senador é cotado com o futuro relator da CPI.

Um outro processo, de autoria da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), tramita na Justiça Federal com o objetivo de barrar a indicação de Renan para a relatoria do colegiado. Segundo a deputada, o emedebista não tem “dignidade e ilibada reputação” para assumir o cargo.

A CPI da Covid-19 vai investigar omissões e possíveis crimes do governo federal em relação à pandemia. Também está prevista a convocação de ao menos seis ministros ou ex-ministros do governo Jair Bolsonaro (sem partido) para que deem explicações sobre o enfrentamento à crise no país.

A CPI vai ser instalada na próxima terça-feira (27/4), dia em que serão definidos presidente, vice-presidente e relator do colegiado.

Metrópoles

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