Padre que sofreu extorsão por suposta pedofilia abençoa Lula; Bolsonaro critica.

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Após foto ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no início da semana, o padre Julio Lancellotti foi criticado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília. No vídeo, Bolsonaro relembra caso de extorsão envolvendo o religioso, em 2004, e faz insinuações sem apresentar provas.

“Publicaram uma foto do Lula com o padre Lancellotti, de São Paulo. Eu não vou falar tudo aqui, não. Mas o Lancellotti deu uma Pajero para alguém um tempo atrás… Não vou falar tudo porque tem gente gravando. Ninguém vai dar uma Pajero assim, né? Então esse padre é daquele padrão: é o ‘Padre Pajero’, né? Então, os caras botam o padre com o Lula e acham que o padre é aquele padre sério, responsável”, afirmou Bolsonaro.

Em 2004, o padre Julio Lancellotti disse ter sido extorquido por ex-interno da antiga Febem Anderson Marcos Batista, na época com 25 anos, conforme reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”.

Segundo o padre, o ex-interno ameaçava procurar a imprensa para denunciá-lo por pedofilia —o alvo do abuso seria o enteado de Batista, de oito anos. O padre também disse ter recebido ameaças de agressão. Foi Lancellotti quem gravou conversas nas quais era chantageado e as entregou à polícia. Na época, o religioso afirmou que pagou por medo de ser agredido e por acreditar que “poderia mudar as pessoas que o extorquiam”.

As investigações constataram que Batista e sua mulher compraram pelo menos cinco carros de luxo com dinheiro extorquido, dentre eles, uma Pajero (R$ 65 mil, valor na época), citada por Bolsonaro no vídeo. O veículo foi financiado em nome do padre.

Na terça-feira (25), Lula ganhou a bênção do sacerdote em uma das fotos compartilhadas nas redes sociais do ex-presidente.

Por UOL

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