Burger King faz campanha pela diversidade com crianças e causa polêmica nas redes sociais; assista

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O Burger King virou alvo de críticas nesta semana após lançar uma campanha com a perspectiva infantil em relação à comunidade LGBTQIA+, ao respeito e ao amor. A ação da rede de fast food chegou a entrar nos trending topics do Twitter com as hashtags #burgerkinglixo e #burgerkingnuncamais. No vídeo que vem sendo criticado, o foco é a pergunta “Como eu vou explicar a sigla LGBTQIA+ para as crianças?”.
“A campanha tem como objetivo endereçar um ponto de reflexão a população em geral. O preconceito é uma construção social e, com toda a responsabilidade que nos cabe enquanto companhia, conseguimos mostrar que os pequenos carregam o discernimento a partir de um olhar muito sensível e humano”, disse Juliana Cury, diretora da marca Burger King do Brasil no lançamento da ação.

Assinado pela agência David, o filme foi realizado em cocriação com especialistas em psicologia e diversidade. Na ação, as crianças compartilham a sua visão real sobre a pluralidade, sempre acompanhados pelos responsáveis. As perguntas foram feitas por profissionais e as respostas são espontâneas, em uma gravação sem roteiro. Apesar das críticas, outra parcela de usuários elogiou a ação.

Procurado pelo Estadão, o Burger King disse que acredita no respeito como princípio básico de todas as relações humanas e não tolera o preconceito. A marca destacou ainda que o desenvolvimento da campanha, “voltada e pensada especificamente para o público adulto”, contou com a curadoria de profissionais para “garantir o uso de uma linguagem adequada”. “O Burger King reforça seu compromisso de contribuir na construção de uma sociedade cada vez mais plural e com o respeito como princípio básico.”

Além da campanha, a marca lançou, em parceria com a ONG Mães Pela Diversidade, uma cartilha com dicas e instruções para as pessoas que desejam se aprofundar na temática. O conteúdo é aberto, gratuito e pode ser baixado. “Essa cartilha contém a informação necessária para desconstruir o preconceito e para que cada vez menos as famílias sofram o efeito da LGBTfobia”, disse Maju Giorgi, idealizadora e coordenadora nacional da ONG. A rede de fast food anunciou que também fará uma doação para a entidade.

Fonte: Estadão

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