Cuidados com a saúde dos pacientes oncológicos e os riscos da automedicação

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Isabelle Resende – Farmacêutica – Casa Durval Paiva – CRF2541

Com as incertezas surgidas, durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus, as pessoas, com medo da exposição do vírus, passaram a procurar menos hospitais e médicos. Com isso, começaram a se automedicar e medicar a família, como forma de prevenção, para sentirem-se mais seguras.

Sabendo que a automedicação já é um problema cultural no país e diante do cenário atual, a automedicação tem aumentado absurdamente e tornado-se uma problemática crônica. A pandemia do coronavírus fez com que muitos pais, por conta própria, mediquem as crianças com Vitamina C e diversos suplementos alimentares, como uma forma de prevenção.

Tomar qualquer medicamento sem prescrição pode mascarar doenças e dificultar o diagnóstico. Atualmente, os pais estão com receio de levar seus filhos ao médico, com medo da contaminação pelo coronavírus. Então, existem muitas medicações sem comprovação científica da eficácia, que podem agravar o quadro de uma criança e/ou adolescente, com problemas de saúde.

O câncer infantojuvenil, ainda, é uma das principais causas de morte no Brasil, pois os seus sinais e sintomas assemelham-se às doenças da infância e essas crianças estão chegando tardiamente ao diagnóstico, em alguns casos, o câncer já está em estado avançado.

Para que haja uma maior chance de cura ou sobrevida dos pacientes, o câncer precisa ser diagnosticado e tratado. O uso indevido dos medicamentos e a automedicação podem trazer consequências graves, como mascarar a doença, intoxicação e reações adversas graves. Sempre que for percebido algo de errado com a criança, os responsáveis devem procurar um médico, pois ele irá avaliar e realizar o diagnóstico.

A Casa Durval Paiva presta assistência às crianças e acompanhantes, após o diagnóstico confirmado de câncer. Através do serviço farmacêutico, são dispensadas as medicações adjuvantes e as orientações necessárias, durante o tratamento. Dessa forma, dando seguimento a terapia medicamentosa, de forma contínua, não, apenas, enquanto estiver na internação hospitalar, pois a continuidade correta do tratamento, faz com que a possibilidade de cura desse paciente seja ainda maior.

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