Crianças são internadas com sinais de espancamento; mãe é suspeita

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Goiânia – Uma mulher de 26 anos e o companheiro dela foram presos por tortura e tentativa de homicídio, em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal, suspeitos de agredir os dois filhos dela. As crianças estão internadas no Hospital de Base de Brasília. Elas apresentam sinais de espancamento. O estado do bebê de um ano e 11 meses é gravíssimo. Já o irmão dele, de três anos, apresenta ferimentos no corpo e na cabeça.

De acordo com informações da Polícia Civil de Goiás (PCGO), o casal foi preso em flagrante nessa terça-feira (6/7). Segundo o delegado responsável pelo caso, Juliano Campestrini, a mãe levou a criança mais nova a uma unidade de saúde do município em busca de atendimento médico, alegando que ela havia caído do carrinho. No entanto, o plantonista suspeitou das lesões, questionou a mulher e acionou a Polícia Militar.

A mulher foi conduzida pela PM à delegacia e o padrasto foi encontrado escondido em uma casa no mesmo bairro onde mora. Conforme explicação do investigador, eles preferiram ficar em silêncio durante o depoimento e até a tarde desta quarta-feira (7/7), não apresentaram advogado de defesa.

Relato

Campestrini declarou que a criança de três anos foi localizada pela Conselho Tutelar, com a mãe do padrasto. O órgão fez o encaminhamento ao hospital e a própria criança teria relatado a agressão sofrida pela mãe e o companheiro dela.

“Atuando em conjunto e em contextos fáticos distintos, [eles] promoveram uma verdadeira tortura contra as crianças, várias lesões corporais, com a finalidade de infringir e isso caracteriza o crime de tortura. Em dado momento, optaram por agredir tanto essa criança de um ano e 11 meses que chegaram muito perto de produzir o resultado morte”, afirmou o delegado.

“Chama a atenção o fato de que o padrasto, preso em flagrante, usava um chinelo com solado condizente com as lesões que foram produzidas no dorso do bebê de um ano e 11 meses. Uma situação horrenda que causa repugno até nos agentes de segurança pública, muitas vezes acostumados a lidar com situações de violência, mas essa situação choca qualquer um”, completou Campestrini.

O bebê está internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI).

Fonte: Metrópoles

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