Cachorro fica na porta de UPA no RN à espera por dono que morreu na unidade

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Um episódio envolvendo um animal sensibilizou os trabalhadores da UPA Cidade Satélite, localizada na zona Sul de Natal. O motivo da comoção foi um cachorro que ficou aguardando na porta da unidade a volta do seu dono, que foi internado no local e acabou morrendo. Vendo que o cão não saía de perto do prédio, alguns funcionários passaram a alimentá-lo e buscar pessoas para adotá-lo. Foi o que aconteceu nessa quinta-feira (15), quando ele foi resgatado por uma ativista que trabalha na proteção de animais maltratados e abandonados.

Após comover os funcionários da unidade de saúde, a história teve mais repercussão quando um deles resolveu filmar e compartilhar o caso curioso nas redes sociais, na manhã dessa quinta. Horas depois, o animal foi resgatado por um casal e pela fundadora do Lar Amora Brayan, que trabalha com ativismo animal há duas décadas.

No vídeo que viralizou nas redes sociais, o funcionário filma o animal deitado em frente à porta do prédio e diz: “Olhe aí a situação, que coisa linda, do amor sincero. Esse cachorro seguiu o dono até a UPA e ficou na porta. O problema é que o paciente foi a óbito e o cachorro continua aqui. Que coisa…”, relatou.

O homem que morreu na UPA, cuidador do animal, não teve identidade revelada. Segundo a ativista que buscou o cachorro, o dono dele seria um morador de rua que teria dado entrada na unidade na terça-feira da semana passada (6) e morrido no último sábado (10). Ao longo de todos esses dias, o cão o esperava na entrada do prédio.

Foram dez dias no aguardo pelo carinho do seu velho amigo por mais uma vez, mas que não chegou. Durante o período, os próprios funcionários da UPA ficaram sensibilizados e decidiram por comprar ração para alimentar o cachorro.

Cuidados

Depois de ter sido resgatado, o cachorro foi levado na sequência para uma consulta de um veterinário, onde foi constatada a necessidade de um tratamento.

“O animalzinho tem distúrbio neurológico. Há a probabilidade de que ele tenha levado alguma pancada de carro ou de alguém que não gosta de animal”, informou a ativista Amora. “Por enquanto, ele não está para adoção porque ele tem que estar em tratamento”, completou ela.

Sem saber como o antigo tutor o chamava, o cachorro teve de ser batizado na ficha de atendimento da clínica veterinária. A ele foi dado o nome de Tobi.

Fonte: Tribuna do Norte

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