Empresária diz que foi agredida por ex após negar dinheiro para aposta.

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Uma empresária de 27 anos diz ter sido agredida pelo ex-namorado, um personal trainer de 35 anos depois de se recusar a emprestar dinheiro para ele fazer uma aposta esportiva, em Jaraguá, na região central de Goiás. A Polícia Civil investiga o caso e considera fotos postadas nas redes sociais por ela, com hematomas no rosto e braço.

O caso repercutiu neste domingo, após Jéssika da Silva Camargo fazer divulgação dos hematomas e atribuir a autoria da violência a Helder Francisco da Silva. Segundo ela, os dois mantiveram relacionamento por cinco meses, e as agressões foram praticadas no período em que ainda estavam juntos. A última foi no dia 11 deste mês.

“Ele já tinha me agredido uma vez e o relacionamento não estava dando certo. Então, fui até a casa dele para poder terminar o namoro. Ele pediu para me levar em casa e no caminho começou a me bater depois que eu recusei empresar R$ 2 mil para ele apostar em um jogo de futebol”, contou ela ao G1.

De acordo com a vítima, o suspeito já havia pego dela dinheiro emprestado, mas não pagou. “Além de me machucar fisicamente, ele me causou prejuízo financeiro enorme. Tirou quase tudo de mim. Fez empréstimo no meu nome, estourou dois cartões de crédito meus e ainda ficava me pedindo dinheiro para apostar. Somado tudo que ele me deve, dá R$ 56 mil”, disse.

Jéssika conta que as agressões sofridas por ela também foram motivadas por ciúmes. No dia 9 de julho, conforme relatou, o personal trainer deu um chute no braço dela depois de insinuar que ela estava dando moral para um casal de amigos deles.

“A primeira vez que ele me agrediu foi em uma viagem que fizemos ao Rio de Janeiro. Eu comecei a passar mal e fui ao banheiro. Quando voltei, ele falou que eu estava o traindo. Nós discutimos e ele me deu um chute no braço, que ficou muito roxo”, disse ao G1.

A empresária também relatou que, depois de ser agredida, pediu ajuda de seu pai, que acionou a Polícia Militar. No relato dos policiais no boletim de ocorrência, os militares afirmam que foram até a casa do suspeito e conseguiram prendê-lo em flagrante. No entanto, ele foi solto no mesmo dia após pagamento de fiança.

“O que eu quero é que ele pague pelo que ele fez. Até onde eu sei, ele continua trabalhando normalmente, vivendo como se nada tivesse acontecido. Depois que eu o denunciei, descobri que ele fez o mesmo com as outras três ex-namadoras. Então, não quero ver outra mulher passando por isso”, afirmou Jéssika.

O Metrópoles não obteve retorno da Polícia Civil sobre o andamento das investigações até o momento em que publicou esta reportagem. O portal também não conseguiu localizar contato do personal ou do advogado dele.

Fonte: Metrópoles

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