Blogueiras golpistas: uma das acusadas se entrega à polícia

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Rio de Janeiro – Uma das cinco mulheres que se apresentavam como influenciadores e blogueiras nas rede sociais e foram acusadas de aplicar golpes, Anna Carolina de Sousa Santos, de 32 anos, se entregou à Delegacia Especializada em Armas e Munições (Desarme), no Jacarezinho, zona norte, na tarde desta segunda-feira (16/8).

De acordo com seu advogado, Renato Darlan, ela é inocente e não comemorou com festa regada a champanhe, doces e salgadinhos quando saiu da prisão no mês passado. Um dos fatos considerado pelo juiz da 1ª Vara Criminal Especializada, Marcelo Rubiolli, para decretar novamente a prisão das cinco acusadas – as outras quatro seguem foragidas.

“Pedi a revogação da prisão ao magistrado. No período em que ficou solta, a Anna Carolina fez os cursos de como planejar seu negócio e também de marketing digital para empreendedor. Além de fazer matrícula na faculdade Bio Medicina. Ela só quer estudar e ficar com a família”, afirmou Renato Darlan.

Além de Anna Carolina, são acusadas de estelionato e organização criminosa Yasmin Navarro, de 25 anos; Mariana Serrano de Oliveira, de 27; Rayane Silva Sousa, de 28; e Gabriela Silva Vieira, de 20. Elas foram presas no mês passado, mas conseguiram o aval da Justiça para sair, no dia 27 julho, porque não havia denúncia do Ministério Público, o que só ocorreu no dia seguinte.

O golpe

De acordo com denúncia do Ministério Público, as mulheres se passavam por representantes de bandeiras de cartão de crédito para roubar dados das vítimas abordadas, inicialmente, por telefone. Depois, mandavam um suposto motoboy até a casa da pessoa lesada para pegar o cartão.

Elas mantinham uma central de atendimento clandestina no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio, para selecionar e entrar em contato com potenciais vítimas. Foi nesse endereço que elas foram presas por agentes da 40ª DP (Honório Gurgel), em 7 de julho.

Com os dados, as blogueiras estelionatárias faziam saques, transferências, PIX, empréstimos e compras. Na central de atendimento clandestina, os agentes encontraram arquivos de Excel com mais de 10 mil informações de vítimas.

Fonte: Metrópoles

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