Perícia confirma relação entre morte de locutora e vacina AstraZeneca

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Uma legista de Newcastle, na Inglaterra, confirmou nesta quinta-feira (26/8) que a locutora da rádio BBC Radio Newcastle Lisa Shaw, 44 anos, faleceu em maio após complicações causadas pela vacina da AstraZeneca contra a Covid-19. O caso é considerado muito raro.

Lisa recebeu a primeira dose do imunizante em 29 de abril e, uma semana depois, começou a se queixar de fortes dores de cabeça. O quadro piorou nos dias seguintes e a apresentadora foi submetida a tratamento para coágulos sanguíneo e sangramento na cabeça, mas não resistiu.

“Ela recebeu a primeira dose da vacina AstraZeneca e, em seguida, desenvolveu trombose e trombocitopenia induzidas pela vacina – uma complicação rara e agressiva associada à vacina AstraZeneca, que foi a causa subjacente de sua morte”, escreveu a legista Karen Dilks no inquérito.
No Reino Unido foram registrados 417 casos de coagulação sanguínea após a vacina AstraZeneca em quase 50 milhões de doses administradas, segundo o órgão de vigilância médica do país.

De acordo com o jornal Daily Mail, 72 britânicos morreram após complicações com a injeção, mas o caso de Shaw é o primeiro a ter o laudo oficial de um legista comprovando a relação do óbito com o imunizante.

“Este é mais um dia difícil em uma época devastadora para nós. A morte de nossa amada Lisa deixou um terrível vazio em nossa família e em nossas vidas. Ela realmente era a esposa, mãe, filha, irmã e amiga mais maravilhosa”, disse a família da apresentadora em um comunicado divulgado após o laudo.

Do Metrópoles

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