Preço médio da gasolina no RN é terceiro mais alto do Nordeste

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O Rio Grande do Norte está entre os estados com maior preço médio da gasolina comum no Nordeste, de acordo com o mais recente levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis (ANP). Somente Piauí e Alagoas têm preços mais altos. Entre as capitais, Natal também é a terceira com maior preço na região.

De acordo com o levantamento da ANP referente à semana entre os dias 22 e 28 de agosto, o preço do litro da gasolina já ultrapassa os R$ 7 em três regiões do País – Norte, Sudeste e Sul. Neste mês, a gasolina acumula alta de 2,2%, sendo 0,5% somente na última semana.
O preço mais caro da gasolina foi encontrado pela ANP em Bagé, no Rio Grande do Sul (R$ 7,219/litro), e o mais barato em alguns municípios de São Paulo, inclusive a capital (R$ 5,099/litro). O preço médio do País ficou em R$ 5,982 por litro na semana passada.

Na região Nordeste, o preço médio mais alto da gasolina mais está ni Piauí, com R$ 6,479, seguida por Alagoas, com R$ 6,186. No Rio Grande do Norte, o preço médio ficou em R$ 6,085. No país, o preço mais baixo é no Amapá, com R$ 5,159, seguido por São Paulo (R$ 5,653). Por outro lado, os estados com o preço médio mais alto são Rio de Janeiro (R$ 6,513), Distrito Federal (R$ 6,479) e Acre (R$ 6,457).

O último aumento da gasolina foi realizado nas refinarias da Petrobras em 12 de agosto, da ordem de 3,5%. No ano, o combustível já subiu cerca de 51%.

Explicações

Segundo analistas, apesar dos 20 aumentos já aplicados na gasolina este ano, ainda existe defasagem em relação ao mercado internacional, o que deve ser recomposto gradualmente pela Petrobras ao longo do tempo, à medida em que o preço do petróleo evolui no mercado internacional.

Nesta segunda-feira, 30, o petróleo reduzia perdas registradas na semana passada e operava cotado a US$ 71,61 o barril do tipo Brent.

Além do impacto da alta do petróleo, o preço da gasolina no posto de abastecimento também tem sido afetado pela adição do etanol, produto também em alta no mercado, cuja mistura obrigatória ao combustível fóssil é da ordem de 27%.

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