DEM e PSL pretendem ser ‘terceira via’ no Estado.

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O ex-senador José Agripino Maia defende, após a fusão do PSL com o partido Democratas, do qual é presidente da Executiva Estadual, que esse novo partido também possa ser uma alternativa de “terceira via” na campanha eleitoral de 2022 no Rio Grande do Norte. “Isso vem do Brasil para dentro, a minha posição e do meu partido, se a fusão ocorrer, vai ser de ter um candidato de centro, até de outros partidos, com a condição de ganhar a eleição”.

José Agripino cita Álvaro Dias entre os possíveis candidatos em uma aliança de partidos de centro

José Agripino diz que “há um naipe de pessoas que poderiam ser um desses candidatos” a governador do Estado, como o prefeito Álvaro Dias (PSDB), que “seria um candidato forte, está bem avaliado em Natal e transita bem entre os partidos”.

Para Agripino, o prefeito de Natal “é uma pessoa que esteve próximo do centro o tempo todo, um político hábil e que daria conta do recado, basta ver o desempenho dele no enfrentamento da pandemia”. O que o prefeito precisa, segundo Agripino, “é de um suporte de pessoal organizacional para planejar melhor as suas ações, no campo político é muito hábil e agregador e afável n o trato com o cidadão comum, o que é fundamental para o politico”.

O ex-senador afirmou, ainda, que também colocaria o presidente estadual do PDT, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, no rol “daqueles que teriam condições com um amplo apoio partidário, de disputar a eleição pra ganhar”.

Com relação a uma eventual candidatura própria as eleições de 2022, José Agripino disse depois de dois mandatos de governador e quatro de senador, sempre é bem tratado aonde chega. “Se me faltasse isso, eu seria um homem infeliz e sentiria muita falta do mandato, mas como por onde ando sou bem considerado, me faz falta uma coisa, o instrumento pra continuar a trabalhar pelo Estado, mas sinto-me recompensado pelos 40 anos que dei da minha vida em benefício do meu estado”.

Agora dizer que não vai ser candidato nunca mais, José Agripino disse que “ninguém pode dizer isso, até seria uma indelicadeza com o povo e com o eleitor”. Porém, explicou ele, “é preciso que fossem feitas pesquisas, tivesse numa condição privilegiada, vai acontecer isso ou não vai? Não sei, vou perseguir isso, não, vou perseguir a criação de um partido que dê, aqui no Estado e no Brasil, a condição do centro-democrático ganhar a eleição”.

A despeito de pressões do meio político em Brasilia, o ex-governador do Estado, José Agripino, informou que já vinha participando ativamente do movimento em torno da fusão DEM/PSL, desde a terça-feira (14), quando a cúpula partidária selou a decisão pela fusão, no dia seguinte passou o dia inteiro de conversas de dirigentes com o PSL e às 19 horas de hoje, estará na reunião da Executiva Nacional do Democratas, tendo à frente o presidente ACM Neto, que é o atual prefeito de Salvador (BA), pra uma avaliação presencial
“onde a Executiva vai manisfestar à ideia da fusão”.

Pelo o que se conversou até agora, a ideia é positiva por parte do DEM, assim como em conversa no domingo (19) com ACM Neto, soube que o vice-presidente nacional do PSL, Antonio Rueda, disse “claramente que as pressões pela não fusão era um fato, que a gente sabe muito bem de onde vinham”, no caso do Palácio do Planalto e de partidos que compõem a base do governo no Congresso Nacional, “mas que mantinham a disposição firme das propostas que nos haviam feito e das conversas que tinham tido conosco”.

Segundo Agripino, como os dois partidos mantêm essa disposição de se fundirem em uma legenda, “caminham-se, evidentemente, as tratativas no campo jurídico, os termos do estatuto, a governança do novo partido, estão muitos debatidos”.

José Agripino disse que a ideia desse partido não se trata apenas de ter ter um partido novo, “jamais entraria, como estou entrando na ideia da fusão, se fosse para ter um partido novo, mesmo que esse partido fosse o maior do Brasil, com maior tempo de rádio e televisão e com maior fundo partidário”.

Para o ex-senador, “esse é um detalhe”, mas na sua opinião, “o fundamental é que vai ser criado um grande instrumento de agregação do centro democrático “, exemplificando o fato de que as manifestações de 12 de setembro na avenida Paulista “foi um movimento pequeno” e que pra lá foram convidados pré candidatos do centro a presidente da República, que “falavam e saiam”.

Mas voltando à questão estrutural desse novo partido, Agripino admite que “o elemento que pode agregar o centro é alguma coisa que possa oferecer aos candidatos, que possa negociar pra que os candidatos se juntem em torno de uma candidatura ou de poucas candidaturas”.

Portanto, continuou Agripino, a matéria-prima para uma campanha eleitoral “é tempo de exposição em rádio e televisão, e mais o fundo partidário, já que acabou o financiamento privado de campanha, agora é público”.

Então, Agripino afirma quem vai ter tudo isso, é esse partido, “vai ter mais do que qualquer outro, vai ter a força para agregar, para chamar João Dória, Eduardo Leite, Mandetta, Ciro Gomes, Sérgio Moro se for o caso, as forças políticas todas que tratam de ideias centristas e pactuar uma chapa única, que ai ganha a eleição”.

José Agripino declarou que o ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro “têm seus adeptos, agora um e outro são majoritários? As pesquisas mostram que não são, na hora em que mostrar um candidato que tenha credibilidade e perspectiva de vitória, o brasileiro comum vai querer um candidato que não pratique o extremismo, não estimule a briga de brasileiros com brasileiros no meio da rua”.

O ex-governador disse que “isso não leva a nada, o que temos de construir com planejamento, o futuro do país e conter a inflação de novo”. Ele avalia que “o brasileiro nunca foi extremado, de trocar tapa no meio da rua, tem suas paixões, evidentemente, mas está longe de, majoritariamente, ser um extremado de direita ou de esquerda”.

Por isso, declarou Agripino, esse novo partido “quer oferecer a oportunidade de ter um candidato competitivo e de centro, oferecendo a esse candidato as condições vitais para fazer uma campanha com perspectiva de vitória, tempo de rádio e televisão e fundo partidário”.

‘Apoiaria se tivesse um viés conservador’, diz Girão
O deputado federal General Girão (PSL) em vem afirmando que “não está participando nada disso” e até concordaria com a fusão do seu partido, do qual já ingressou com pedido de desfiliação no Tribunal Superior Eleitoral há uns dois anos,, “desde que tivesse um viés conservador e fizesse parte da base de governabilidade da República, que por acaso está com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido)”.

General Girão declara que não tinha como apoiar a união desses dois partidos – PSL e DEM, que caminham para a oposição ao governo federal.

Girão também não acredita que esse novo partido chegue a 81 deputados e sete senadores, como especulam: “Moral da história, o PSL de 53 deputados, se ficar com dez é muito”.

Para Girão, “estão se intitulando como o maior partido, mas vai ser uma decepção muito grande”. O parlamentar bolsonarista avisa que seguirá o presidente da República para o partido que ele for, da mesma forma que não atribui a estruturação de uma candidatura em 2022 a questão de fundo eleitoral ou partidário. “Acho que não tem de existir recursos públicos para fazer eleição de um candidato ou exaltar um partido”.

Girão defende que se um partido ou candidato “tiver de gastar alguma coisa, que seja arrecadação, que seja de doadores, assim como é nas grandes democracias e não usando dinheiro público para poder fazer campanha”.

Segundo Girão estão em aberto para os apoiadores de Bolsonaro e ao próprio presidente, partidos que integram sua base política no Congresso Nacional, como o PTB, PP, PRTB, PODEMOS.

A respeito da formação de chapas majoritária de oposição àq governadora Fátima Bezerra (PT), o deputado General Girão disse que “nossa liderança está com Bolsonaro, a ideia é que tenha um consenso e nome forte para candidatura ao governo do Estado, na hora que o presidente decidir, estarei levantando essa bandeira”.

Segundo Girão, caso esse nome fosse o seu, “irá encarar como missão, eu não peço, porque acho que tenho muito o que aprender ainda, a cada dia que a gente anda no Estado e a cada dia que a gente conversa com mais pessoas que fazem politica aqui, a gente está sempre aprendendo”.

Girão disse, ainda, que política no Rio Grande do Norte “já foi feita de muita rasteira, então não quero fazer política dando rasteira em ninguém”.

Ele disse que Rogério Marinho e Fábio Faria são bons nomes para a disputa de senador, “mas tem mais gente se oferecendo, assim como para o governo do Estado”, como é o caso do deputado federal Benes Leocádio (Republicanos), que é de um partido da mesma base do governo “e tem sido simpático a minha pessoa, como fui convidado por outros partidos para uma filiação”.

Da Tribuna do Norte

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