O Ministério Público do Trabalho (MPT) resgatou 21 pessoas em trabalho análogo ao de escravos em carvoarias no norte de Minas Gerais. Entre os trabalhadores, estavam dois jovens com idade inferior a 18 anos, operando motosserra ou usando machadinha, atividades classificadas como insalubres e perigosas.

Segundo o MPT, no município de João Pinheiro (MG), 15 trabalhadores estavam alojados em duas edificações sem energia elétrica, não contavam com meios para refrigerar refeições.

Por falta de espaço, alguns dormiam na varanda, no chão, sem proteção adequada contra intempéries e animais peçonhentos.

Descobriram que a água disponível para consumo era retirada de uma represa próxima à sede da fazenda, com o uso de carro-pipa que abastecia a caixa d’água do alojamento. Ela era turva e amarelada, e os trabalhadores precisavam deixá-la decantando para reduzir as impurezas.

A operação ocorreu entre os dias 6 e 14 deste mês em conjunto com Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

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