Mulher viaja quase 500km para doar medula a paciente de Natal

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A auxiliar de enfermagem Geovânia Rodrigues, moradora da cidade de Pindoretama (CE), viajou quase 500km para doar medula a uma paciente compatível em Natal, no Rio Grande do Norte. Em entrevista publicada no Diário do Nordeste nesta semana, ela revelou a “sorte” de estar ajudando. “Nada é mais gratificante”, contou.

Ela recebeu uma ligação do Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), e prontamente se mostrou disponível para ajudar. A decisão por ser doadora aconteceu no ano de 2011, em uma campanha do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce).

Na campanha, ela foi perguntada se gostaria de ser doadora de medula e a resposta foi: “Com certeza”! Chegaram a retirar uma pequena amostra de sangue para ficar no cadastro nacional de doadores a disposição até que aparecesse alguém apto a receber.

“Quem quiser fazer o bem, faça agora. Às vezes não precisa de nada pra fazer o bem. Se você chegar em minha casa, ninguém acredita, não tem nada demais. Sou servidora pública, né? Aí já viu! Mas o pouco que tenho é porque eu mereço”, disse Geovânia.

A sua vontade de doar era tão grande que chegou até a aumentar de peso para atender a todas as especificações. “É coisa de Deus. Acredito que todos nós temos uma missão na vida. Lá atrás, quando me perguntaram se eu queria ser doadora, algo me dizia que isso iria acontecer comigo. E aconteceu. Se a gente for ver, é tão simples. E ainda pode salvar uma vida”, comentou.

Sobre o procedimento, Geovânia conta que “o incômodo da anestesia é um instante. O alívio para quem vai receber é para toda uma vida”. Além disso, ela espera conhecer o receptor. “E futuramente, quem sabe, dar um abraço nessa pessoa. Estou sonhando com isso”. Para ela, é uma forma de agradecer por estar, “com tão pouco”, salvando uma vida.

Todos os procedimentos, incluindo o voo para Natal, capital do Rio Grande do Norte, são custeados pela Redome, coordenada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

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