O pesquisador Ricardo Valentim, diretor-executivo do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN (Lais), voltou a defender nesta quarta-feira (3) que o uso de máscaras em ambientes abertos seja declarado facultativo no Rio Grande do Norte. Segundo ele, o índice de cobertura vacinal contra a Covid-19 alcançado no Estado já permite esse nível de flexibilização.

“A nossa recomendação é que isso pode ocorrer a partir de novembro. Estamos caminhando para 70% da população totalmente imunizada. Então, em lugares abertos, o governo já pode declarar facultativo o uso de máscaras. No primeiro momento, foi fundamental o uso em ambientes abertos para se normalizar o uso de máscaras. Agora, em ambientes abertos, o risco de contaminação por pessoas vacinadas é muito baixo”, afirmou Valentim, em entrevista à Rádio Rural de Caicó.

O pesquisador ressaltou que, sem vacina, o risco de pessoas se contaminarem com a Covid-19 em ambientes abertos já era até 20 vezes menor do que em ambientes fechados. Com a vacinação avançando, a chance de contrair o vírus em lugares arejados caiu mais ainda.

Segundo dados da plataforma “RN Mais Vacina”, o Estado tem 67% da população adulta totalmente vacinada – com duas doses de Coronavac, Oxford/Astrazeneca ou Pfizer ou dose única da Janssen. O número poderia ser maior, não fossem 221 mil pessoas que estão com a 2ª dose atrasada.

Redução de casos

O pesquisador destacou também que o Rio Grande do Norte caminha para ser um dos primeiros estados a declarar que a epidemia está sob controle. Ele não estabeleceu prazo para essa meta ser atingida, mas enfatizou que o fim das restrições depende da maior adesão da população à vacinação.

“A vacinação criou uma barreira de proteção muito significativa na nossa população. Temos uma média de menos de 2 óbitos por dia. Pode melhorar mais quando formos atingindo outros públicos completando esquema vacinal”, destacou Ricardo Valentim.

O diretor do Lais aproveitou para tranquilizar a população, depois das notícias veiculadas na semana passada de que o número de casos da doença havia subido. Ele disse que o aumento registrado não caracteriza uma fuga do controle e que, mesmo com a alta, o número de casos e óbitos registrado em outubro é equivalente ao que foi verificado em abril de 2020, início da pandemia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui