O Brasil assumiu neste sábado (1º) seu 11º mandato como integrante não permanente do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). O país deve ocupar o assento durante o biênio 2022-2023.

Segundo o Itamaraty, as prioridades do Brasil serão “a prevenção e a solução pacífica de conflitos”. Além disso, o governo brasileiro deve ter como foco as missões de paz, o respeito aos direitos humanos e à igualdade de gênero no cenário internacional, de acordo com a nota oficial.

O Conselho de Segurança da ONU é formado por 15 países. China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia têm assento permanente. O colegiado decide sobre questões consideradas de segurança internacional e atua em busca da paz. Muitas vezes também se manifesta e estimula negociações para a paz interna dos países.

O Brasil foi eleito em junho deste ano. Foram 181 votos a favor do país, em uma eleição durante a 75ª Assembleia Geral da ONU.

O país foi a única nação de língua portuguesa e a única a concorrer à vaga pelo Grupo América Latina e Caribe. Passa a ocupar a cadeira que era de São Vicente e Granadinas, um arquipélago no sul do Caribe. Antes do atual, o último mandato do Brasil foi em 2010-2011.

A volta do Brasil ao Conselho, no entanto, traz dúvidas sobre sua atuação. Ainda não está claro se o Brasil manterá a histórica combinação com a Argentina na atuação de ambos no Conselho de Segurança da ONU. Desde o início dos anos 2000, há sintonia dos 2 países nas posições que cada um expressa no colegiado.

Os atritos acumulados na relação do presidente Jair Bolsonaro (PL) com o presidente argentino, Alberto Fernández, não indicam que as missões dos dois países na ONU continuará afinada.

Poder 360

 

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