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Cafeína e creatina estão mesmo entre as ‘drogas da inteligência’? Saiba o que diz a ciência

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Os seres humanos há muito tempo procuram um “elixir mágico” para nos tornar mais inteligentes e melhorar nosso foco e memória. Isso inclui a medicina tradicional chinesa usada há milhares de anos para melhorar a função cognitiva.

Agora temos os nootrópicos, também conhecidos como drogas inteligentes, estimulantes cerebrais ou aprimoradores cognitivos.

Na Austrália, você pode comprar essas pílulas, gomas de mascar, pílulas e adesivos para a pele on-line ou em supermercados, farmácias ou lojas de conveniência. Não é necessário apresentar receita médica nem consultar um profissional de saúde.

Mas será que os nootrópicos realmente estimulam seu cérebro? Aqui está o que a ciência diz.

O que são os nootrópicos e como eles funcionam?
O psicólogo e químico romeno Cornelius E. Giurgea cunhou o termo “nootrópicos” no início da década de 1970 para descrever compostos que podem melhorar a memória e o aprendizado. O termo vem das palavras gregas nӧos (pensamento) e tropein (guia).

Os nootrópicos podem atuar no cérebro melhorando a transmissão de sinais entre as células nervosas, mantendo a saúde das células nervosas e ajudando na produção de energia. Alguns nootrópicos têm propriedades antioxidantes e podem reduzir os danos às células nervosas do cérebro causados pelo acúmulo de radicais livres.

Mas até que ponto eles são seguros e eficazes? Vamos dar uma olhada em quatro dos nootrópicos mais usados.

  1. Cafeína
    Talvez você se surpreenda ao saber que a cafeína é um nootrópico. Não é à toa que muitos de nós começamos o dia com um café. Ela estimula nosso sistema nervoso.

A cafeína é rapidamente absorvida pelo sangue e distribuída em quase todos os tecidos humanos. Isso inclui o cérebro, onde ela aumenta o estado de alerta, o tempo de reação e o humor, e sentimos como se tivéssemos mais energia.

Para que a cafeína tenha esses efeitos, é necessário consumir 32-300 miligramas em uma única dose. Isso equivale a cerca de dois expressos (para a dose de 300 mg). Então, por que essa grande variação? As variações genéticas em um determinado gene (o gene CYP1A2) podem afetar a rapidez com que você metaboliza a cafeína. Portanto, isso pode explicar por que algumas pessoas precisam de mais cafeína do que outras para reconhecer qualquer efeito neuroestimulante.

Infelizmente, o excesso de cafeína pode levar a sintomas semelhantes aos da ansiedade e ataques de pânico, distúrbios do sono, alucinações, distúrbios intestinais e problemas cardíacos.

Portanto, recomenda-se que os adultos não bebam mais do que 400 mg de cafeína por dia, o equivalente a até três expressos.

  1. L-teanina
    A L-teanina é fornecida como suplemento, goma de mascar ou em uma bebida. É também o aminoácido mais comum no chá verde.

O consumo de L-teanina como suplemento pode aumentar a produção de ondas alfa no cérebro. Essas ondas estão associadas ao aumento do estado de alerta e à percepção de calma.

Entretanto, seu efeito sobre o funcionamento cognitivo ainda não está claro. Vários estudos, inclusive os que comparam uma dose única com uma dose diária durante várias semanas, e em diferentes populações, mostram resultados diferentes.

Mas tomar L-teanina com cafeína como suplemento melhorou o desempenho cognitivo e o estado de alerta em um estudo. Jovens adultos que consumiram L-teanina (97 mg) mais cafeína (40 mg) conseguiram alternar com mais precisão entre as tarefas após uma única dose e disseram que estavam mais alertas.

Outro estudo com pessoas que tomaram L-teanina com cafeína em doses semelhantes às do estudo acima constatou melhorias em vários resultados cognitivos, incluindo menor suscetibilidade à distração.

Embora a L-teanina pura seja bem tolerada, ainda há relativamente poucos estudos em humanos que demonstrem que ela funciona ou é segura em um período prolongado. Também são necessários estudos maiores e mais longos que examinem a dose ideal.

  1. Ashwaghanda
    Ashwaghanda é um extrato de planta comumente usado na medicina ayurvédica indiana para melhorar a memória e a função cognitiva.

Em um estudo, 225-400 mg por dia durante 30 dias melhoraram o desempenho cognitivo em homens saudáveis. Houve melhoras significativas na flexibilidade cognitiva (capacidade de alternar tarefas), na memória visual (recordação de uma imagem), no tempo de reação (resposta a um estímulo) e no funcionamento executivo (reconhecimento de regras e categorias e gerenciamento da tomada rápida de decisões).

Há efeitos semelhantes em adultos mais velhos com comprometimento cognitivo leve.

Mas devemos ser cautelosos com relação aos resultados dos estudos que utilizam suplementos de Ashwaghanda; os estudos são relativamente pequenos e trataram os participantes apenas por um curto período.

  1. Creatina
    A creatina é um composto orgânico envolvido na forma como o corpo gera energia e é usada como suplemento esportivo. Mas ela também tem efeitos cognitivos.

Em uma revisão das evidências disponíveis, adultos saudáveis com idades entre 66 e 76 anos que tomaram suplementos de creatina apresentaram melhora na memória de curto prazo.

A suplementação de longo prazo também pode trazer benefícios. Em outro estudo, pessoas com fadiga após a COVID-19 tomaram 4g por dia de creatina durante seis meses e relataram que conseguiram se concentrar melhor e ficaram menos cansadas. A creatina pode reduzir a inflamação cerebral e o estresse oxidativo, para melhorar o desempenho cognitivo e reduzir a fadiga.

Os efeitos colaterais dos suplementos de creatina em estudos são raramente relatados. Mas eles incluem ganho de peso, distúrbios gastrointestinais e alterações no fígado e nos rins.

Para onde ir agora?
Há boas evidências dos efeitos estimulantes cerebrais da cafeína e da creatina. Mas ainda não se sabe qual é a eficácia, dose ideal e segurança da maioria dos outros nootrópicos.

Portanto, até que tenhamos mais evidências, consulte seu profissional de saúde antes de tomar um nootrópico.

Mas tomar seu café diário provavelmente não causará muitos danos. Graças a Deus, pois para alguns de nós, ele é um elixir mágico.

*Nenad Naumovski é professor de Ciências dos Alimentos e Nutrição Humana na Universidade de Canberra.

*Amanda Bulman é candidata a PhD estudando os efeitos dos nutrientes no sono na Universidade de Canberra.

*Andrew McKune é professor de Ciência do Exercício da Universidade de Canberra.

Por g1

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Banco Central lançará nova modalidade do Pix em junho de 2025

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O Banco Central (BC) definiu nesta segunda-feira (22) que o lançamento do Pix Automático para a população ocorrerá em 16 de junho de 2025. A nova data foi divulgada na Resolução BCB N° 402, publicada no site da instituição.

A autoridade monetária prevê que o Pix Automático facilitará cobranças recorrentes, a modalidade de cobrança em que o usuário paga periodicamente para ter acesso a um produto ou serviço, e conseguirá aumentar a eficiência da cobrança periódica.

O Pix Automático poderá ser usado como forma de recebimento por empresas de diversos tamanhos e setores de atuação. Entre elas, estão faturas de concessionárias de serviço público de luz, água, telefone; mensalidades de escolas e faculdades; academias; condomínios; clubes sociais; planos de saúde; serviços de streamings; portais de notícias; clubes por assinatura e empresas do setor financeiro.

Com a modalidade de Pix Automático, o BC calcula que as empresas que receberão por essa modalidade de pagamento vão conseguir diminuir os custos de cobrança, pois a operação independe de convênios bilaterais, como ocorre atualmente no débito em conta, e usa a infraestrutura já criada para o funcionamento do Pix.

Outra vantagem apontada pelo BC é a possível redução da inadimplência, já que os pagamentos ficarão programados na conta do cliente.

Empresas
Pela resolução, o prestador de serviços precisará informar os detalhes da cobrança ao solicitar a autorização de Pix Automático. Essa autorização pode ser feita a partir da leitura de um QR Code, contendo as informações da permissão solicitada e será concedida a autorização.

Em caso de saldo insuficiente na data de uma cobrança, poderão ser feitas novas tentativas na conta da pessoa pagadora. A empresa fornecedora do produto ou serviço poderá realizar novas tentativas de iniciar a transação de Pix Agendado, caso a tentativa original não tenha sido autorizada pelo pagador do serviço.

Pagador
O Pix Automático será gratuito para a pessoa pagadora. O Banco Central estima que o Pix Automático poderá trazer mais comodidade e servir de alternativa de pagamento recorrente aos pagadores.

O pagante deverá dar uma autorização prévia e específica, uma única vez, para aquele pagamento recorrente, por meio do próprio dispositivo de acesso ao Pix por celular ou computador, no aplicativo da instituição financeira.

No momento de dar a autorização prévia, o usuário deverá permitir os débitos periódicos de forma automática, sem a necessidade de autenticação a cada transação.

O cliente também pode ler um QR Code contendo as informações da permissão solicitada e as informações relativas ao pagamento imediato da primeira cobrança e concede a autorização ao mesmo tempo em que inicia o pagamento imediato.

Após dar a autorização única inicial, os valores serão debitados da conta da pessoa pagadora, com a periodicidade fixada na instrução de pagamento.

A autorização para o Pix Automático pode ser cancelada ou, naquilo que for admitido, alterada unilateralmente pela pessoa pagadora a qualquer momento.

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Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

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A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (22) a parcela de julho do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 682,56. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 20,83 milhões de famílias, com gasto de R$ 14,2 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

A partir deste ano, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Cadastro
Desde julho do ano passado, passa a valer a integração dos dados do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Com base no cruzamento de informações, cerca de 600 mil de famílias foram canceladas do programa neste mês por terem renda acima das regras estabelecidas pelo Bolsa Família. O CNIS conta com mais de 80 bilhões de registros administrativos referentes a renda, vínculos de emprego formal e benefícios previdenciários e assistenciais pagos pelo INSS.

Em compensação, outras 500 mil de famílias foram incluídas no programa em julho, o que representa inclusão recorde para um mês. A inclusão foi possível por causa da política de busca ativa, baseada na reestruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que se concentra nas pessoas mais vulneráveis que têm direito ao complemento de renda, mas não recebem o benefício.

Regra de proteção
Cerca de 2,83 milhões de famílias estão na regra de proteção em julho. Em vigor desde junho do ano passado, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 371,99.

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Brasil suspende exportações de carne de aves e seus produtos

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reviu a certificação para exportações de carnes de aves e seus produtos, após a confirmação de um foco da Doença de Newcastle (DNC) em estabelecimento de produção avícola comercial, no município de Anta Gorda,no Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (19). A restrição varia de acordo com os mercados, mas afeta as vendas para 44 países.

A certificação para exportação é um acordo bilateral entre países parceiros e, por isso, o ministério modificou preventivamente o Certificado Sanitário Internacional (CSI) de forma a atender às garantias e os requisitos acordados.

“Seguindo-se as regras internacionais de comércio de aves e seus produtos, a suspensão da certificação temporária é conduzida pelo Brasil, de forma a garantir a transparência do serviço oficial brasileiro, frente aos países importadores dos produtos. Desta forma, as suspensões estão relacionadas a área ou região com impedimento de certificação, que varia desde a suspensão por pelo menos 21 dias para todo território nacional ou até mesmo a restrição circunscrita a um raio de 50 quilômetros (km) do foco identificado”, explicou a pasta.

Segundo o governo, para países como China, Argentina, Peru e México, a suspensão vale para todo o Brasil, por enquanto. Nesse caso, os produtos com restrições são carnes de aves, carnes frescas de aves e seus derivados, ovos, carne para alimentação animal, matéria-prima de aves para fins opterápicos, preparados de carne e produtos não tratados derivados de sangue.  

Do estado do Rio Grande do Sul, ficam restritas as exportações para África do Sul, Albânia, Arábia Saudita, Bolívia, Cazaquistão, Chile, Cuba, Egito, Filipinas, Geórgia, Hong Kong, Índia, Jordânia, Kosovo, Macedônia, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Polinésia Francesa, Reino Unido, República Dominicana, Sri Lanka, Tailândia, Taiwan, Ucrânia, União Europeia, União Econômica Euroasiática, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.  

Entre os produtos estão carne fresca, resfriada ou congelada de aves; ovos e ovoprodutos; carnes, produtos cárneos e miúdos de aves; farinha de aves, suínos e de ruminantes; cabeças e pés; gorduras de aves; embutidos cozidos, curados e salgados; produtos cárneos processados e termoprocessados; e matéria-prima e produtos para alimentação animal.  

Em um raio de 50 km do foco não podem ser exportados carnes de aves, farinha de aves, penas e peixes para uso na alimentação animal e produtos cárneos cozidos, termicamente processados, não comestíveis derivados de aves, para o Canadá, Coreia do Sul, Israel, Japão, Marrocos, Maurício, Namíbia, Paquistão, Tadjiquistão, Timor Leste. Os certificados para esses destinos com data de produção até 8 de julho não entram nas restrições e poderão ser emitidos, informou o ministério.  

Ainda segundo o comunicado do Mapa, produtos submetidos a tratamento térmico como termoprocessados, cozidos e processados destinados a Argentina, África do Sul, Chile, União Europeia e Uruguai não têm qualquer limitação e poderão ser normalmente certificados.

O ministério informou que “as regras de suspensão são revisadas diariamente, tendo em vista as tratativas em curso com os países parceiros, nas quais são apresentadas todas as ações que estão sendo executadas para erradicar o foco”.

O Rio Grande do Sul é o terceiro maior exportador de carne de frango do Brasil, ficando atrás do Paraná e de Santa Catarina. Nos primeiros 6 meses do ano, o estado vendeu para o exterior 354 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 630 milhões. Essas exportações representaram 13,82% dos US$ 4,55 bilhões gerados pelo país e 14,1% das 2,52 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil no mesmo período.  

No primeiro semestre, os principais destinos da carne de frango gaúcha foram os Emirados Árabes Unidos (48 mil toneladas/US$ 94 milhões), Arábia Saudita (39 mil toneladas/US$ 77 milhões), China (32 mil toneladas/US$ 52 milhões) e Japão (20 mil toneladas/US$ 43 milhões). 

Agência Brasil

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