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A pandemia e os meses de isolamento social deixaram os pequenos mais ansiosos, estressados e deprimidos. Em um comunicado divulgado na última semana, a Academia Americana de Peditria (AAP) declarou que as crianças e os adolescentes vivem atualmente uma situação de “emergência de saúde mental”.

“A pandemia de COVID-19 afetou seriamente a saúde mental das crianças à medida que os jovens enfretaram e continuam enfrentando isolamento físico, incerteza contínua, medo e tristeza. Mesmo antes da pandemia, os desafios de saúde mental enfrentados pelas crianças eram de grande preocupação, e a COVID-19 só os exacerbou”, diz o comunicado.

Entre março e outubro de 2020, os Estados Unidos registraram um aumento de 24% no número de atendimentos relacionados à saúde mental de crianças com 5 a 11 anos de idade. Entre a população de 12 a 17 anos, esse crescimento foi de 31%.

Segundo Gabrielle Carlson, presidente da Academia Americana de Psiquiatria da Criança e do Adolescente (AACAP, em inglês), a situação pede que medidas emergenciais sejam tomadas. “Estamos cuidando de jovens com taxas crescentes de depressão, ansiedade, trauma, solidão e suicídio que terão impactos duradouros sobre eles, suas famílias, suas comunidades e todo o nosso futuro. Não podemos ficar de braços cruzados. Esta é uma emergência nacional, e o momento para uma ação rápida e deliberada é agora”, explicou.

Em parceria com a AACAP e a Associação Hospitalar Infantil, a AAP agora está elaborando sugestões de políticas públicas que possam ajudar a minimizar o problema, como melhorar o acesso à telemedicina, apoiar modelos de atenção à saúde mental nas escolas, aumentar programas de auxílio financeiro para que mais famílias possam acessar serviços de saúde mental.

Revista Crescer

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