Ana Carla dos Santos, 39 anos, ficou extremamente sem reação ao ser julgada por um casal durante jantar com seu filho de 4 anos, em um restaurante no Centro de Dourados. O menino faz tratamento neurológico e teve uma crise de choro no local, e mesmo sem saber o que ocorria com a criança, o casal disse em alto tom para Ana que “era falta de cinto”.

A falta de empatia gerou constrangimento à mãe, que fez o desabafo primeiramente no grupo Reclame Aqui Dourados, onde recebeu apoio de dezenas de mães e responsáveis que já flagraram situações parecidas.

Ana Carla explica que que o filho faz tratamento neurológico há dois anos, e que ela ainda busca um diagnóstico concreto. Ele já fez consultas com psicólogos, psiquiatra infantil e o médico afirma que, pela idade, ainda é difícil saber exatamente o problema. A suspeita é de que o menino tenha TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade).

A mãe chega a dizer que evita sair com o filho por conta dos olhares e discriminação das pessoas, mas que no final de semana decidiu levar o filho para o restaurante.

O transtorno

Ana Carla destaca que a situação ruim com o filho aconteceu no último domingo (12). Ela levou a criança para comer fora após vários pedidos, e já no local o menino teve uma crise de choro.

“Nisso passou um casal pela mesa e a mulher disse e repetiu que era falta de uma cinta. Não sei se ela sabe, mas nem tudo se resolve com surra. Na hora, eu fiquei completamente sem reação para responder, peguei meu filho e me retirei do estabelecimento com um misto de vergonha e impotência.”

Ana afirma que os funcionários do restaurante foram muito atenciosos e que a reclamação era restritamente para o comportamento das pessoas, que são maldosas com crianças.

“Ele não sabe lidar com as emoções, às vezes ele quer sair correndo, às vezes ele tem crise de choro, que parece ser manha. E as pessoas não entendem e não tem empatia. Haviam varias pessoas no restaurante e muitas ficavam olhando para nossa mesa. Já é difícil ter um filho especial, ainda mais com julgamento de pessoas, que sequer sabem um terço daquilo que passamos”, diz Ana Carla.

Mais empatia por favor!

A mãe pede para que as pessoas tenham mais empatia e se coloquem no lugar do outro, pois muitas situações são bem diferentes do pensado.

“Que tenham mais empatia pelo próximo. Já estamos vivendo um período difícil de pandemia, perdemos várias pessoas próximas e ainda assim muitas pessoas não se solidarizam com as dificuldades do próximo.”

Do TopMídia News

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