“Faltam medicamentos, insumos simples como gaze, falta alimentação para os médicos, funcionários, pacientes, falta pagamento de diárias aos profissionais da saúde, falta atendimento, falta tudo. Falta, principalmente, respeito com a vida humana.

E isso, nos faz deparar com a absurda morte de um senhor de 56 anos, por falta de atendimento médico. Faltam adjetivos para tamanha irresponsabilidade”. Esse foi o desabafo do deputado federal General Girão (PSL), sobre a situação em que se encontra a saúde pública do Rio Grande do Norte “na UTI”, revelou.

Em entrevista concedida ao Jornal Agora RN, nesta quinta-feira (11), o General Girão destacou: “Na área da saúde, o governo do Rio Grande do Norte, desde o início da pandemia, há quase 1 ano e 8 meses, tem recebido recursos muito superiores aos habituais, o que daria para ter melhorado, e muito, a qualidade do serviço oferecido.

No entanto, a desgovernadora preferiu arriscar R$ 5 milhões na compra de respiradores que nunca chegaram e nunca vão chegar. O resultado, todos nós sabemos: um milionário calote e uma série de desculpas para justificar o injustificável”. E continuou: “A saúde, mais do que nunca, na UTI. Esse é o retrato do Rio Grande do Norte sob a gestão incompetente e irresponsável da desgovernadora Fátima Bezerra”, disparou.

De acordo com o deputado Girão, sobre a morte de José Willians da Rocha, que faleceu na última sexta-feira, após sentir dores na região do peito e ter a assistência negada por parte do Hospital Walfredo Gurgel: “Nós estamos acionando o Ministério da Saúde e o Ministério Público do Estado e solicitando a devida apuração deste caso, para que os culpados sejam devidamente punidos. Uma sindicância se faz mais do que necessária”, explicou.

Para Girão, diante dessa “incompetência generalizada” na qual, educação, saúde e segurança estão “ruindo”, diante dos nossos olhos: “A governadora está viajando para a Europa. O grito do povo potiguar e da oposição ao atual governo ecoa, mas os órgãos fiscalizadores também precisam tomar essa responsabilidade e agir. O resultado dessa sindicância deve ser a responsabilização da gestão, desde a mais alta cadeira do governo. Enquanto isso, o povo vai juntando o respaldo necessário para fazer justiça, nas urnas, em 2022”, declarou.

Durante a entrevista, Girão explicou que o Rio Grande do Norte não sofre apenas com os problemas na área da saúde, se estende também na educação: “As escolas estaduais passaram 19 meses sem aulas durante a gestão de uma governadora que se diz professora. Algumas, remotas. Outras, nem isso. O retorno das aulas foi autorizado em outubro passado, mas, segundo informações da imprensa local obtidas através da própria Secretaria, cerca de 12 mil estudantes ainda estão com 100% de ensino remoto. Isso, é claro, os que podem ter acesso à internet. Falta estrutura para o retorno de 100% das aulas na rede estadual. O que está faltando? Se a governadora estivesse em solo potiguar, ficaria mais fácil de perguntar ou, por parte dela, buscar sanar a deficiência que vive a educação do RN”, ressaltou.

Já na área da segurança pública, Girão disse: “Crimes como assaltos e homicídios acontecem em qualquer região e em qualquer horário sem nenhum constrangimento por parte dos bandidos. Vale salientar que nestes quase três anos, o Governo Bolsonaro enviou R$ 195 milhões apenas para a segurança pública do RN distribuídos em veículos, coletes, armamentos, munições, entre outros”, finalizou.

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