Na relação de criminosos que não voltaram para a cadeia depois do chamado “saidão de Natal”, quando presos são liberados para passar o feriado com a família, constam alguns dos traficantes de drogas mais perigosos do Rio de Janeiro.
São chefes do crime organizado que, beneficiados com a medida prevista em lei, não voltaram para a cadeia. Parte deles é classificada como “presos de altíssima periculosidade”.

Um deles é Edigar Morais, o Edigarzinho, chefe de uma facção que controla o Morro da Jovem, em Miracema, no interior do estado. Outro é Charles Miranda Ramos, o Magro, que comanda o tráfico na Favela dos Marítimos, em Niterói, na Região Metropolitana. Ele também foi condenado por homicídio.

Cleiton da Silva, o Mãozinha, é apontado como chefe do tráfico na Favela do Lixo, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Também está na lista obtida pela TV Globo Igor de Assis Bernardo, o Pretinho, integrante da quadrilha do traficante Rabicó, em São Gonçalo.

Igor também foi condenado pela morte de um agente penitenciário em Niterói.

E, ainda, foi solto e não voltou para o presídio Vanderson Vieira Travassos, o Chacrinha, que comandaria a venda de drogas na Favela Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ele também é acusado de homicídio e foi condenado por comandar confrontos entre facções na Zona Norte do Rio.

A lista mostra que a saída de Natal, um direito dos presos do regime semiaberto com bom comportamento, tem sido aproveitada pelas organizações criminosas como uma forma de tirar da cadeia bandidos perigosos e com poder de comando.

O RJ2 mostrou na segunda-feira (3) que 80% dos integrantes da facção Comando Vermelho, a maior do Rio, que conquistaram o direito de sair, continuaram soltos.

E a Justiça não tem conseguido evitar que a evasão de presos aumente ano a ano.

No presídio Esmeraldino Bandeira, dos 174 presos que saíram no Natal, 63 não voltaram. No Plácido de Sá Carvalho, 511 condenados ganharam o benefício, mas 47 ainda continuam nas ruas.

E no Vicente Piragibe, que abriga presos da mesma facção, dos 530 beneficiados, só 128 voltaram ao presídio. Ou seja, 402 são considerados fugitivos.

No Lemos de Britos, de 25 presos, 10 continuam soltos. Outros 14 voltaram e um outro teve autorização judicial para permanecer em casa.

Do G1

 

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