A diarista Maria Jandimar Rodrigues, de 39 anos, que morreu em decorrência de uma hidrolipo, havia passado mal uma semana antes quando fez a primeira parte do procedimento estético.
Em vídeos feitos durante a ocasião, no dia 10 deste mês, quando operou as costas, ela aparece gritando e se debatendo

Depois de receber alta, ela trocou mensagens com uma mulher que trabalha na clínica e não tinha consciência de ter ficado tão agitada.

“Caramba! Não lembrava de ter ficado assim”, disse ela.

“Isso foi o início, você ainda piorou depois disso aí. Foi difícil manter você na maca. Você começou a gritar, a gente achou que você estava sentindo alguma coisa”, responde a funcionária.

“Mas e aí, como vou fazer a frente?”, diz Maria, se referindo a operar a barriga.

“Vai fazer, mas não vai conseguir tomar o mesmo remédio. Terá que ser outro. A gente achou que você estava sentindo dor, alguma coisa. Aí o doutor começou a te perguntar: ‘o que houve, Maria, está sentindo dor? A gente já botou anestesia e tudo mais. E você continuava gritando, gritando, gritando. Aí até que a gente viu que você não respondia quando a gente falava com você”, diz a funcionária.

Apesar de ter passado mal, ela voltou na sexta-feira para realizar o final do procedimento e acabou morrendo.

Os parentes acreditam que houve negligência e afirmam que o médico Brad Alberto Castrillón Sanmiguel, que é colombiano, tentou fugir, mas foi impedido por um dos seguranças do shopping.

“Foi o chefe da segurança lá que viu ele muito agitado, com mochila, com tudo e já estava sabendo do ocorrido, que tinha alguém passando mal, e não deixou ele ir embora. Aí chamou a polícia e ele ficou lá aguardando. Eu falei: ‘cara, tu ia fugir?’. Ele disse ‘não, eu estava chamando um táxi pra levar ela'”, disse Wagner Vinícius de Moraes Carvalho, marido de Maria.

A família contou que Maria fez todos os exames exigidos antes da hidrolipo e afirmou que ela não tinha problemas de saúde.

“Ela falou ‘Wagner, tô sentindo muita dor, mas eu já marquei, eu vou ter que ir lá pra terminar’. Eu acho que no primeiro procedimento já afetou alguma coisa nas costas dela pra acontecer isso, porque a recepcionista falou que no máximo era dias e ela já estaria boa, podendo trabalhar normal. Não ia ter nada e foi a semana toda”, contou Wagner.

Clínica interditada

A clínica, que fica no Carioca Offices, ao lado do Carioca Shopping, foi interditada na tarde deste sábado (2) pela Polícia Civil até que haja a perícia no local.

A polícia afirmou que o médico não possui passagens e que a clínica estava apta a fazer o procedimento.

Na 27ª DP (Vicente de Carvalho), o médico permaneceu em silêncio. Ele foi liberado após o caso ser registrado.

O corpo de Maria será enterrado às 11h45 de domingo (18) no Cemitério de Inhaúma.

Do G1

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui