O preço médio da cesta básica aumentou 3,25% em Natal. A alta foi a quarta maior do País, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em 17 capitais brasileiras. Em 2021, a variação acumulada é de 13,58% e, em doze meses, de 14,41%. Os dados apontam elevação de preços em nove cidades no mês passado, com maiores altas em cidades do Norte e do Nordeste. Recife lidera o ranking, com um aumento de 8,13%, e uma cesta ao custo de R$ 524,73.

Na capital potiguar, os produtos com alta de preço médio em relação a outubro foram o tomate (40,92%), café (1,93%), óleo (1,48%), pão (1,22%), manteiga (0,67%) e açúcar (0,51%). Apresentam redução de preço médio em relação a outubro, a carne (-2,75%), banana (-1,69%), feijão (-0,99%), farinha (-0,55%), arroz (-0,39%) e o leite (-0,20%). Segundo o Dieese, a jornada necessária para comprar a cesta básica é equivalente a 104 horas e 13 minutos.

A pesquisa mostra ainda que, em Natal, o trabalhador está comprometendo 51,21% do salário mínimo líquido para comprar os doze produtos da cesta básica de alimentos. Com base na cesta mais cara que, em novembro, foi a de Florianópolis, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.969,17, o que corresponde a 5,42 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

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