Cientistas encontraram um embrião bem preservado de um dinossauro dentro do ovo, na China. Por causa do estado de preservação, essa é considerada uma descoberta rara, que pode ajudar a entender mais sobre dinossauros antes do nascimento e a relação deles com as aves. O fóssil recebeu o nome de Baby Yingliang, e tem entre 66 e 72 milhões de anos.

Publicado na revista iScience, o artigo revisado por outros cientistas indica que o ovo encontrado tem 16,7 cm de comprimento por 7,6 cm de largura. Já o embrião ultrapassa 23 cm. Conforme pesquisadores de China, Reino Unido e Canadá, o fóssil é de um oviraptorssauro (terópode oviraptorídeo não aviário) em estágio final – ou seja, prestes a (nascer).

Nos últimos 100 anos, muitos ovos e ninhos de dinossauros foram encontrados. No entanto, o “espécime articulado é um dos embriões de dinossauro não aviário mais completos já descobertos”, escreveram os cientistas. Com isso, consideram a descoberta como “extremamente rara”.

Fion Waisum Ma, uma das autoras do relatório, disse ao jornal americano The Washington Post que a escassez de fósseis como esse levam cientistas a terem compreensão limitada sobre os estágios iniciais de crescimento e desenvolvimento até a eclosão de dinossauros. Agora, apontou ela, essa situação pode mudar.

O bebê dinossauro também traz indícios que podem ajudar a entender melhor o processo evolutivo das aves modernas. Isso porque o embrião está em uma posição dentro do ovo semelhante à dos pássaros. Algo que nunca havia sido detectado entre fósseis de terópodes não aviários.

O ovo descoberto no sul da China ficou 15 anos guardado no Museu de História Natural Yingliang Stone. Os estudos começaram após o curador da instituição identificar ossos preservados entre as fissuras dos ovos fossilizados.

Posição

Com a cabeça ventral ao corpo, um pé de cada lado e as costas enroladas ao longo do ovo, o Baby Yingliang está em uma posição pré-eclosão similar à das aves modernas. Essa disposição está relacionada ao sucesso do nascimento, pois permite maior estabilidade à cabeça, o que faz a bicagem da casca ser mais eficaz.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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