Imagem: reprodução/YouTube

O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou sua live semanal desta quinta-feira (23/12) para criticar duramente o jantar do último domingo (19/12) que reuniu dezenas de políticos em São Paulo, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (sem partido), que negociam a formação de uma chapa para as eleições presidenciais em 2022.

“Vocês devem ter visto o ‘jantar da democracia’. Você iria num jantar onde estão Renan Calheiros, Omar Aziz, Randolfe Rodrigues? Eu acho que não, né? Esse trio estava lá”, disse Bolsonaro, referindo-se aos senadores que foram, respectivamente, relator, presidente e vice-presidente da CPI da Covid-19 no Senado, que fustigou as ações e omissões de seu governo na pandemia entre abril e outubro deste ano.

“Assim com outras pessoas conhecidíssimas da política nacional, algumas que já foram presas inclusive”, continuou Bolsonaro, “e, lógico, aquela pessoa famosíssima no mundo inteiro: Lula. Falando em jantar da democracia. Está na cara que o cardápio foi ministérios fatiados, bancos oficiais como Banco do Brasil e BNDES, loteados”, complementou ele, antes de mostrar insatisfação também com a eleição do esquerdista Gabriel Boric nas eleições presidenciais no Chile.

“É aquela história, a responsabilidade é tua. Veja na América do Sul o que está acontecendo, veja quem está vibrando com certas eleições pelo mundo e você vai ter diagnóstico”, disse o presidente, referindo-se a Lula.

Nesta quinta, quatro dias após a eleição de Boric, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu nota oficial cumprimentando o chileno, que Bolsonaro chamou de “um tal de Boric” em sua live: “Praticamente metade da população foi votar, metade se absteve. Deu 55% pro tal do Boric e 44% pro Kast. Cheguei de viagem e mandei o Itamaraty cumprimentar”.

Metrópoles

 

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