Ipanguaçu-RN

Cesta básica de Natal é a quarta mais barata do Brasil

O preço da cesta básica em Natal apresentou queda de 3,48% em junho na comparação com maio, fechando em um valor médio de R$ 686,07, o quarto menor do país. No acumulado do ano, no entanto, o valor segue com variação positiva (de 14,89%), a quarta maior do Nordeste. No recorte mensal, a queda foi puxada por cinco de 12 produtos analisados: tomate (-20,21%), manteiga (-2,06%), banana (-1,98%), óleo de soja (-1,23%) e açúcar cristal (-0,80%). Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os outros sete produtos registraram alta no mês: feijão carioca (5,82%), farinha de mandioca (4,57%), leite integral (1,17%), arroz agulhinha (0,90%), pão francês (0,86%), carne bovina de primeira (0,21%) e café em pó (0,05%). Já no acumulado de 2026, registraram elevação de preços o tomate (90,36%), feijão carioca (42,45%), leite integral (12,87%), carne bovina de primeira (7,47%), banana (6,45%), farinha de mandioca (2,69%), manteiga (2,59%) e pão francês (2,50%). Em 12 meses também houve variação positiva em Natal – de 7,71% – a segunda menor do Nordeste.

De acordo com o economista Janduir Nóbrega, a oscilação de preços de produtos como o tomate e a banana em junho está ligada ao cenário de periodicidade relacionado a variações climáticas. “Os produtos hortifrutigranjeiro de áreas de fora de Natal, onde a chuva diminuiu mais cedo, propiciaram um aumento de produção, gerando essa variação negativa de preços. Por outro lado, a explicação da alta acumulada em 2026 e no período de 12 meses, no caso do tomate, é um reflexo dos altos preços do início deste ano, especialmente”, analisa.

A enfermeira Selma Tavares, de 59 anos, observou um alívio nos valores de frutas e verduras recentemente. “O preço do tomate e das frutas diminuiu bastante. Os valores estão mais acessíveis e o interessante é que os produtos estão com boa qualidade”, disse.

De acordo com Janduir Nóbrega, contudo, o alívio registrado em junho tende a ser passageiro, com perspectivas de um cenário de elevações nos próximos meses. “Acredito que até o final do ano teremos um momento de inflação superior à meta, inclusive. Basta ver que a carne continua bastante cara, assim como o café”, avalia.

Na manhã desta quarta-feira (8), a aposentada Ezilda Martins reclamou dos preços da carne bovina enquanto pesquisava os preços do produto em um supermercado no Alecrim, na zona Leste de Natal. “Estou achando tudo muito caro. Vou levar lombo, que está um pouco mais em conta, embora, pouco acessível, na minha opinião”, relatou.