Site UmarizalenseDezembro 21, 2021

Genézio Antonio Silva morreu em casa, em Realengo — Foto: Reprodução/TV Globo
Um homem morreu dentro de casa, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, e uma semana depois o corpo continuava no apartamento, à espera de remoção.

Vizinhos estranharam quando Genézio Antonio Silva, de 59 anos, não mais aparecia nos corredores.

“Todo dia, basicamente nos mesmos horários, ele passava e falava com as pessoas. Ele basicamente sumiu, ficou um tempo sem aparecer. Com isso, surgiu um certo odor”, lembrou Boniek Santos.

Na manhã desta segunda-feira (20), Boniek e outros vizinhos chamaram os bombeiros, que arrombaram o apartamento e encontraram Genézio sem vida. Segundo a equipe, ele já estava morto havia, pelo menos, uma semana.

“Isso foi 9h20. Ficaram aqui até a tarde, quando conseguiram que viesse um médico da Clínica da Família para atestar o óbito, lá para as 16h.

O médico apontou a causa da morte como indeterminada.

Os vizinhos, então, entraram em contato com a polícia, mas não conseguiram ninguém para fazer a retirada.

“Eu entrei em contato com a polícia, com o bombeiro, com o rabecão. Só jogo de empurra. Falaram que, como quem atestou o óbito foi a Clínica da Família, eles que teriam que continuar com o procedimento”, disse Boniek.

Nesta terça-feira (21), o corpo continuava no apartamento. Por causa do cheiro forte, alguns moradores não aguentaram ficar no prédio.

Faltou registro em cartório

Ainda na tarde desta terça, a Secretaria Municipal de Assistência Social entrou no caso. Em uma situação como esta, sem família e sem recursos para o enterro e sem registro de violência, é a secretaria que se encarrega de remover o corpo.

Os assistentes sociais foram ao Cemitério de Campo Grande para conseguir a gratuidade com a funerária.

No entanto, no local, foram informados pela funerária de que, ao dar o atestado de óbito, o médico da Clínica da Família deveria ter orientado os vizinhos a registrarem o documento no cartório. Segundo a funerária, sem o registro, não há como retirar o corpo e fazer o enterro.

O que dizem as autoridades

A Polícia Militar informou que mortes por causas naturais não são conduzidas pela PM, já que não há indícios de crime.

O Corpo de Bombeiros disse que não houve pedido de rabecão. Para que a corporação faça a remoção do corpo, é preciso que a polícia vá até o local e que seja expedida uma guia de remoção de cadáver pela delegacia.

A Secretaria Municipal de Assistência Social afirmou que a remoção vai acontecer já na noite desta terça (21), e que bombeiros vão levar o corpo para o Hospital Albert Schweitzer até a hora do enterro, marcado para quarta (22).

Do G1

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