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Homem procura UPA com cenoura presa no ânus

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Um homem procurou ajuda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Dom Eliseu, no sudeste do Pará, depois de prender uma cenoura no reto, que fica na parte final do intestino grosso, entre o cólon e o ânus.
O caso chamou atenção depois que um vídeo, que mostra o tumulto na recepção da UPA e a reação do homem ao descobrir que precisaria passar por exames antes de retirar o objeto do corpo, foi publicado nas redes sociais na terça-feira (29/7).

Após a realização de exames de imagem e com a confirmação da presença do objeto no reto do homem, a equipe realizou o procedimento de remoção da cenoura. Ele foi encaminhado para observação e cuidados ambulatoriais, com acompanhamento médico.

Detida em Roma, Carla Zambelli irá depor na Itália no dia 1º de agosto

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) será interrogada pela justiça italiana na próxima sexta-feira, 1º de agosto. A parlamentar foi presa em Roma, capital do país, na última terça-feira, 29, e se encontra no presídio feminino de Rebibbia.

No interrogatório, a justiça italiana perguntará se Zambelli prefere voltar ao Brasil ou passar por um processo de extradição.

Caso opte pela segunda opção, o juiz deverá decidir se ela ficará presa ou terá medidas cautelares enquanto aguarda o resultado do processo. Os trâmites para concretizar a extradição podem demorar de um ano e meio a dois anos.

Dentre as medidas cautelares que podem ser impostas à parlamentar, estão a prisão domiciliar, a continuidade no presídio ou, até mesmo, a possibilidade de seguir em liberdade enquanto o processo corre.

A defesa da deputada já afirmou que ela deseja permanecer no país e não deve escolher voltar ao Brasil por conta própria.

“Carla busca a não extradição e, obviamente, ser julgada com imparcialidade e justiça”, afirmou o advogado Fábio Pagnozzi, que representa a deputada, por meio de um vídeo publicado no seu Instagram.

O deputado italiano de esquerda Angelo Bonelli, do Partido Europa Verde, diz ter encontrado a deputada em Roma e fornecido o endereço dela à polícia nacional.

O parlamentar europeu era vocal nas críticas à Zambelli e, em junho, pressionou o governo de seu país, questionando ao ministro das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional, ao ministro do Interior e ao ministro da Justiça, sobre a permanência de Zambelli na Itália.

A defesa de Zambelli, no entanto, sustenta uma versão diferente. O advogado e a deputada afirmam que ela se entregou às autoridades italianas e busca por um julgamento no país.

A deputada deixou o Brasil após ser condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a dez anos de prisão e a perda do seu mandato por ser mentora intelectual da invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Na ocasião, um mandato de prisão falso foi emitido para o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

CNN

GESTÃO DILMA: TCU condena ex-diretores do Postalis por rombo de R$ 1 bilhão

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Foto: Reprodução

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou, nesta quarta-feira (30), dois ex-diretores do Instituto de Previdência Complementar dos Empregados dos Correios (Postalis) e duas empresas a devolverem mais de R$ 452,8 milhões à entidade, valor histórico do rombo causado por investimentos considerados inadequados em um fundo. Também aplicou multa que, ao todo, soma R$ 307 milhões.

O montante, em valores atualizados até esta quarta, alcança R$ 915.165.985,45, além da multa.

Uma auditoria da Corte analisou o déficit acumulado pela Postalis em relação ao Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento Multimercado Serengeti (FIC Serengeti), apontando para uma série de irregularidades. As ações se deram em meio a uma grave crise financeira do Postalis: o Plano de Benefício Definido (PBD) viu o prejuízo quintuplicar em 5 anos: era R$ 1,34 bilhão em 2010, que saltou para mais de R$ 6,77 bilhões em 2015.

O caso levou à realização de sucessivos planos para equacionar o déficit: funcionários, aposentados e pensionistas dos Correios precisaram arcar com contribuições extras – uma de 13,98% e outra de 3,94%, já existente – para cobrir o rombo. A previsão é de que perdurem até 2039.

“Na prática, isso significou que milhares de trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas dos Correios foram compelidos a arcar com o prejuízo. […] A presente apuração de responsabilidade visa, portanto, a identificar a parcela desse sacrifício que não decorreu de riscos ordinários de mercado, mas de atos de gestão temerária, buscando o devido ressarcimento”, explicou o relator no TCU, Bruno Dantas, no voto.

A condenação do ex-diretor-presidente do Postalis Antônio Carlos Conquista, do ex-diretor financeiro Ricardo Oliveira Azevedo e da BNY Mellon – responsável pela administração fiduciária e pela gestão da carteira do FIC Serengeti – ao ressarcimento de R$ 452,8 milhões ocorreu de forma solidária.

Em outras palavras, isso não significa que cada um deve o valor integralmente, e sim que o Postalis pode cobrar qualquer um deles (ou mais de um) até quitar a dívida. A Azevedo, no entanto, o TCU atribuiu a responsabilidade solidária apenas a uma parte do débito: R$ 178 milhões.

A gestão de fundos do Postalis

O Postalis, entidade fechada de previdência complementar dos empregados dos Correios, constituiu o FIC Serengeti em 2008 para alocar recursos do PBD, terceirizando a gestão e a operacionalização em dezembro de 2010. No contrato, a responsabilidade recaiu sobre o BNY Mellon Serviços Financeiros Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (BNY Mellon DTVM).

Como se tratava de um fundo de investimento em cotas (FIC), a carteira do Serengeti tinha, na maioria, cotas de outros fundos, culminando numa estrutura com diferentes camadas de gestão. É a chamada “árvore de fundos”.

A irregularidade central pairou sobre a constatação de que a gestão do FIC Serengeti, feita pelo BNY Mellon, descumpriu a política de investimentos do fundo. O regulamento dele previa a busca por uma “boa relação risco/retorno”.

O TCU mostrou que a carteira do fundo tinha uma relação de risco e retorno considerada inadequada, o que levou ao dano ao Postalis, uma vez que o FIC Serengeti apresentava alto risco com baixo retorno. O rendimento era menor que o de títulos públicos, sem risco.

Para a Corte, esse quadro resultou de uma alocação de ativos considerada ineficiente e temerária. Também verificou falhas nos meios e no processo de gestão, assim como no desrespeito à lei quanto ao dever fiduciário e às normas.

“Pois foi exatamente nesse quadrante da irracionalidade financeira que a auditoria deste Tribunal encontrou o FIC Serengeti. A análise empreendida demonstrou, de forma objetiva, que a cláusula basilar de seu regulamento foi sistematicamente violada. Com base nos dados históricos que eram públicos e disponíveis aos gestores em agosto de 2012 – abrangendo o período de 2009 a 2012 –, constatou-se que a carteira do fundo não apenas falhou em buscar uma “boa” relação risco/retorno, como ativamente manteve uma das piores relações possíveis”, prosseguiu Dantas.

Metrópoles – Tácio Lorran

Taxa de 50% dos EUA tem exceções: veja quais produtos brasileiros foram poupados

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Bobinas de aço | Foto: PATRICK HERTZOG

Apesar de ter anunciado uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, o governo dos Estados Unidos decidiu deixar vários itens de fora da cobrança.

A lista de produtos isentos foi divulgada nesta quarta-feira (30), junto com o decreto oficial assinado pelo presidente Donald Trump.

Segundo o texto, continuam livres da tarifa extra produtos como alimentos enviados como suco de laranja, combustíveis, veículos, peças de avião e alguns tipos de metais e madeira.

Essas exceções foram incluídas no anexo da ordem executiva e valem a partir da data em que a medida entra em vigor.

A taxação deve impactar significativamente as exportações brasileiras. No entanto, a lista de isenções pode representar um alívio para setores como o aeronáutico, energético e agrícola.

Confira os principais itens que não serão afetados pela alíquota adicional de 40%:

Artigos de aeronaves civis
Estão isentos todas as aeronaves civis (não militares), seus motores, peças, subconjuntos e simuladores de voo. A lista inclui desde tubos e mangueiras até sistemas elétricos, pneus e estruturas metálicas.

Veículos e peças específicas
A tarifa não se aplica a veículos de passageiros, como sedans, SUVs, minivans e vans de carga, além de caminhões leves e suas respectivas peças e componentes.

Produtos de ferro, aço, alumínio e cobre
Produtos específicos e derivados desses metais, incluindo itens semiacabados e componentes industriais, também estão fora da nova alíquota.

Fertilizantes
Fertilizantes amplamente utilizados na agricultura brasileira estão isentos da tarifa adicional.

Produtos agrícolas e de madeira
A lista inclui castanha-do-brasil, suco e polpa de laranja, mica bruta, madeira tropical serrada ou lascada, polpa de madeira e fios de sisal ou de outras fibras do gênero Agave.

Metais e minerais específicos
Estão isentos produtos como silício, ferro-gusa, alumina, estanho (em diversas formas), metais preciosos como ouro e prata, ferroníquel, ferronióbio e produtos ferrosos obtidos por redução direta de minério de ferro.

Energia e produtos energéticos
A tarifa não se aplica a diversos tipos de carvão, gás natural, petróleo e derivados, como querosene, óleos lubrificantes, parafina, coque de petróleo, betume, misturas betuminosas e até energia elétrica.

Bens retornados aos EUA
Artigos que foram exportados para reparo, modificação ou processamento e que retornam aos Estados Unidos sob certas condições também estão isentos, com exceções específicas para o valor agregado.

Bens em trânsito
Produtos que já estavam em trânsito antes da entrada em vigor da ordem — desde que cheguem aos EUA até 5 de outubro — não serão afetados pela nova tarifa.

Produtos de uso pessoal
Itens incluídos na bagagem acompanhada de passageiros que chegam aos Estados Unidos estão isentos da alíquota adicional.

Donativos e materiais informativos
Doações de alimentos, roupas e medicamentos destinados a aliviar o sofrimento humano estão isentas, salvo se o presidente considerar que representam risco à segurança nacional. Também estão livres da tarifa materiais informativos como livros, filmes, CDs, pôsteres, obras de arte e conteúdos jornalísticos.

g1

Governo Lula avalia entrar na Justiça americana em defesa de Alexandre de Moraes

Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O governo Lula (PT) avalia recorrer à Justiça americana em defesa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após a sanção imposta pelo presidente Donald Trump. Uma das hipóteses prevê a contratação de um escritório de advocacia nos Estados Unidos para representar diretamente o magistrado.

Outra proposta à mesa seria levar à corte dos EUA uma tese sobre a soberania das instituições brasileiras, incluindo aí o Judiciário. Ministros do STF esperam que a reação à sanção de Trump contra Moraes seja capitaneada pelo governo, com uso da AGU (Advocacia-Geral da União) e do Itamaraty.

Integrantes do tribunal passaram a tarde desta quarta-feira (30) em conversas com ministros e interlocutores no governo para definir como seria a resposta à aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes.

Dentro do Supremo há também a avaliação de que um dos caminhos possíveis para questionar a decisão de Trump seja por meio de ação da AGU na Justiça americana. Apesar de as sanções serem aplicadas de forma administrativa pelo Executivo, levar o caso aos tribunais americanos pode levantar debates sobre o assunto.

Integrantes da corte entendem que Trump tenta interferir na Justiça brasileira às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela suposta trama golpista e não dá sinais de que recuará em sua ofensiva, segundo três ministros ouvidos pela Folha.

Auxiliares de Lula afirmam que a soberania nacional é inegociável. Magistrados refutam a ideia de que as sanções americanas vão influenciar o julgamento sobre a suposta tentativa de golpe de Estado —ao contrário, a análise do caso deve ser permeada pelo discurso sobre a soberania nacional.

Os ministros do STF tentam mensurar os efeitos da aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. A legislação trata de graves violações aos direitos humanos e tenta decretar o congelamento das contas de seus alvos.

A decisão de usá-la contra um brasileiro é inédita. Os EUA aplicaram a mesma sanção a integrantes de cortes superiores da Venezuela no passado.

A medida foi publicada em site do Tesouro americano, que registrou a inclusão do ministro sob uma sanção da Ofac, Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, que pertence ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Por meio dessa decisão, o governo Trump determina o congelamento de qualquer bem ou ativo que Moraes tenha nos Estados Unidos, e também pode proibir entidades financeiras americanas de fazerem operações em dólares em favor do ministro. Isso inclui as bandeiras de cartões de crédito Mastercard e Visa, por exemplo.

Folha de S.Paulo

Cantor gospel influencer é baleado por PM em rodoviária de São Paulo

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Foto: Reprodução
Um homem foi baleado por um policial militar no terminal Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na tarde desta quarta-feira (30).

A vítima foi identificada como João Igor, cantor gospel que acumula mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. Segundo sua assessoria, ele foi atingido por dois disparos, um no punho e outro no joelho, e levado pelos socorristas à Santa Casa de Misericórdia, na região central da cidade.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o caso está sendo registrado na 91ª DP (Ceagesp). A pasta não deu mais detalhes sobre o caso.

A Polícia Militar informa que o episódio aconteceu na plataforma 13, num ônibus que sairia com destino a Bauru, no interior do estado, e envolveu um policial que estava saindo do serviço. A reportagem apurou que o agente teria abordado duas pessoas que fumavam no ônibus. Porém, a situação gerou um conflito, que deixou o homem baleado.

João Igor viralizou em março deste ano. Durante uma de suas lives de evangelização, o cantor, da igreja Tua Graça & Vida, em Arujá, na grande São Paulo, foi surpreendido por Fernanda Ganzarolli, travesti que passava pela calçada e resolveu participar daquele momento.

Enquanto o artista encorajava as pessoas a pedirem para que Deus falasse com elas, Fernanda se aproximou. Olhando para a câmera do celular, disse: “É isso aí, galerinha. Vamos dar uma força pra quem está começando”. E pediu: “Toca uma moda aí!”

Rapidamente, a cena alcançou milhões de visualizações no perfil do cantor.

Folha de S.Paulo

Café da manhã dos americanos vai ficar mais caro, diz Haddad

Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que o “café da manhã dos americanos” ficará mais caro com as tarifas impostas pelos EUA aos produtos nacionais. Além disso, Haddad disse que as taxas de 50% “não afetam só o trabalhador brasileiro, mas também o consumidor americano”.

Segundo Haddad, uma das maiores preocupações era a taxação sobre o suco de laranja devido à integração da cadeia produtiva –o suco não é envasado no Brasil. O produto é um dos que figuram na lista de isenção das tarifas, porém o café brasileiro será taxado. A declaração foi feita a jornalistas nesta 5ª feira (31.jul.2025), em frente ao Ministério da Fazenda.

Na 4ª feira (30.jul), o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), assinou decreto em que confirma as tarifas de 50% contra o Brasil. A taxação entra em vigor em 6 de agosto –7 dias depois da assinatura do decreto–, e não mais na 6ª feira (1º.ago). Foram excluídos do tarifaço 694 produtos. Além do suco de laranja, aeronaves civis e castanhas são exemplos dos produtos isentos.

Poder 360

Em recuperação, Juliana Soares fala à imprensa e campanha por cirurgia passa dos R$ 69 mil

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Foto: Reprodução
Uma campanha de solidariedade para ajudar no tratamento de Juliana Garcia dos Santos Soares, agredida pelo namorado no último fim de semana, já arrecadou R$ 69 mil. A vaquinha virtual, iniciada por familiares e amigos, superou a meta inicial de R$ 20 mil para custear o tratamento da vítima, que sofreu graves lesões.

O caso ganhou grande repercussão após a divulgação de imagens da agressão, ocorrida no sábado (26) no elevador do condomínio Sun Golden, em Ponta Negra. O agressor, Igor Cabral, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva, devendo responder por tentativa de feminicídio. Em depoimento, ele alegou um suposto “surto claustrofóbico”.

Juliana sofreu múltiplas fraturas na face, incluindo fratura nasal, na base do maxilar superior, na órbita ocular esquerda, além de fraturas na mandíbula. Ela enfrenta dificuldades para respirar e se alimentar, mantendo uma dieta líquida-pastosa. A cirurgia de reconstrução facial será realizada no Hospital Memorial São Francisco.

A vítima, que se recupera em casa, concedeu entrevista para o jornalista Roberto Cabrini, da Record TV. Ela publicou imagem do encontro com o repórter nas redes sociais.

A campanha de arrecadação está sendo organizada pela amiga Danúbia Karla Oliveira, pois o celular de Juliana foi danificado durante o ataque, impedindo seu acesso a contas bancárias.

Campanha:
🔗 www.vakinha.com.br/5644597
Ou entrar em contato com Danúbia pelo número (84) 99809-1158.

Novo Notícias

Operação da PF em Extremoz teve como alvo organização criminosa do RS envolvida em comércio ilegal de armas de fogo

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Fotos: Divulgação/PF
A operação policial mostrada no BLOGDOBG na manhã desta quinta-feira (31) teve como objetivo investigar integrantes de uma organização criminosa oriunda do Rio Grande do Sul, suspeita de envolvimento com o comércio ilegal de armas de fogo, munições e outros crimes. A ‘Operação Bate Lata’ foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Rio Grande do Norte (FICCO/RN), com o apoio da FICCO/PE.

Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão — dois em Extremoz/RN e dois na Ilha de Itamaracá/PE — expedidos pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRIM) do TJRN.

Armas, munições, carro e joias apreendidas

No cumprimento dos mandados, foram apreendidas uma pistola Glock .45 com seletor de rajada, uma pistola Arex 9mm, um kit de adaptação de arma, farta quantidade de munições e carregadores (inclusive estendidos), além de veículos de luxo — um deles blindado — bolsas, joias, mídias e documentos. Três pessoas foram presas em flagrante por posse de arma de fogo ou acessório de uso restrito.

Em um dos endereços das buscas, ainda foi dado cumprimento a dois mandados de prisão sendo uma preventiva por homicídio qualificado da 2ª Vara Criminal da Comarca de Natal, e outro por condenação transitada em julgada por tráfico de drogas da 2ª Vara Regional de Execução Penal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte.

A investigação já havia identificado e apreendido, no dia 14/07/2025, em Alhandra/PB, uma remessa expressiva de armamento, incluindo 12 carregadores (8 de pistola e 4 de fuzil), 4 pistolas, 1 revólver, 2 coletes balísticos e 2.455 munições de diversos calibres.

A FICCO/RN é composta pela Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Públicas – SENAPPEN, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal do RN, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado.

Moraes vai a jogo do Corinthians, sorri, acena e faz gesto obsceno em dia de sanção dos EUA

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Horas após ser alvo da Lei Magnitsky, uma das principais sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está na Neo Química Arena assistindo ao clássico entre Corinthians, seu time do coração, e Palmeiras, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira, 30. Acompanhado da esposa, o ministro sorriu, acenou para o público e fez um gesto obsceno com o dedo médio.
Moraes chegou ao estádio acompanhado da esposa e, após ser interpelado por um interlocutor, respondeu “vai Corinthians”. Até o momento, a reportagem do Estadão não presenciou nenhum episódio de alvoroço envolvendo o magistrado, que se acomodou em um dos camarotes do local. Em março deste ano, Moraes já havia acompanhado a final do Campeonato Paulista na Neo Química Arena. Na ocasião, o Corinthians venceu o Palmeiras e foi campeão.

Mais cedo, o ministro do STF foi alvo de uma sanção por parte do governo de Donald Trump. O dispositivo legal acionado pela Secretaria do Tesouro dos EUA impõe restrições financeiras a estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. Procurado, o Supremo não se manifestou.

A decisão do governo americano bloqueia contas bancárias e trava o acesso de Moraes ao sistema financeiro dos EUA, o que impede que ele acesse eventuais ativos que tenha em território norte-americano. A lei ainda prevê proibição de entrada no país. O seu visto e de outros sete membros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, já haviam sido suspensos por ordem de Trump na semana passada.

Como o Estadão mostrou, foi a primeira vez que uma autoridade de país democrático foi punida pela Lei Magnistsky. Até o momento, a norma só havia sido aplicada para violadores graves dos direitos humanos, como autoridades de regimes ditatoriais, integrantes de grupos terroristas e criminosos ligados a esquemas de lavagem de dinheiro e de assassinatos em série.

Estadão