Home Blog Page 495

Mulher condenada por tráfico de drogas, com mandado de prisão em aberto é presa pela Polícia Civil em Serra do Mel

0

Policiais civis da 43ª Delegacia de Polícia (DP) de Serra do Mel, com apoio da 42ª DP de Areia Branca, deram cumprimento, nesta quarta-feira (14), a um mandado de prisão definitiva expedido pela Comarca de Crateús no Estado do Ceará, contra uma mulher, de 37 anos, pela prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas.
De acordo com as investigações, Fernanda Alves da Silva, 37 anos, estaria envolvida em atividades de tráfico na região de Vila Mato Grosso, localizado no município de Serra do Mel, onde se escondeu após cometer os crimes em Crateús no Estado do Ceará.

A mulher, que havia fugido para o Rio Grande do Norte, foi localizada e presa após a polícia receber informações sobre o mandado de prisão. A investigação conduzida no Ceará resultou na condenação da Fernanda a uma pena de mais de oito anos de reclusão.

Após a prisão, ela foi conduzida até a delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhada à Penitenciária Feminina em Mossoró e deverá ser recambiada para o sistema prisional do Ceará para cumprimento de pena.

Polícia Civil prende quarteto e apreende mais de 20 quilos de drogas durante “Operação Quatro Mãos” em Mossoró

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, através da Delegacia Especializada em Narcóticos de Mossoró (DENARC/Mossoró) deflagrou na manhã desta quinta-feira (15) a “Operação Quatro Mãos”, que resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão e na prisão de quatro suspeitos de tráfico de drogas na cidade de Mossoró. A ação contou com a participação da Divisão de Polícia Civil do Oeste (DIVIPOE), da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos de Mossoró (DEFUR/Mossoró) e da Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações de Mossoró (DEFD/Mossoró).
No início, as investigações apontaram para uma organização criminosa atuante no bairro Parque das Rosas, com uma estrutura hierarquizada que envolvia desde distribuidores de drogas até usuários. Durante as buscas, os policiais encontraram cerca de 15 quilos de maconha “prensada”, três quilos de maconha “refinada”, pedras de crack e três quilos de cocaína e outras drogas já fracionadas para venda. O prejuízo estimado ao crime foi de quase R$ 200 mil.

Um dos presos atuava como motorista de aplicativo e transportava e ocultava as drogas para a facção. Também foram presos mais três indivíduos, sendo duas mulheres e um homem, responsável por vender os entorpecentes diretamente aos usuários. As investigações continuam para identificar e prender os demais envolvidos na organização.

O nome da “Operação Quatro Mãos” simboliza a atuação do quarteto preso durante as atividades criminosas de tráfico de drogas.

A Polícia Civil solicita que a população continue enviando informações, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS.

Homem é preso por homicídio qualificado no interior do RN

0

Um homem de 47 anos foi preso nesta terça-feira (13) pela suspeita da prática de um homicídio ocorrido no ano de 2021, no assentamento de Antônio Conselheiro, localizado na região rural de São Miguel do Gostoso (RN).
Segundo as investigações, o suspeito teria aplicado diversos golpes de faca contra um homem de 26 anos após uma discussão em um bar local. Durante o desentendimento, que evoluiu para uma luta corporal, a vítima tentou fugir, mas foi alcançada e assassinada com várias facadas no quintal de uma residência nas proximidades do bar. Após o crime, o suspeito permaneceu foragido por alguns meses, retornando posteriormente à localidade e ameaçando testemunhas com uma espingarda caseira e um facão.

Durante as diligências, os policiais civis conseguiram localizar o suspeito, preso em flagrante por posse de uma espingarda e uma arma branca. Além disso, no cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, foram encontradas mais armas de fogo e munições.

A investigação revelou que o homem já possuía um mandado de prisão de 2018, expedido pela Comarca de Nísia Floresta, em decorrência de uma condenação por homicídio ocorrido em Galinhos (RN), no ano de 2000, crime semelhante ao investigado pela 89ª DP. Ele foi conduzido à Delegacia para a realização dos procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

“Jadim de Itajá” é condenado a 12 anos de prisão por assassinato do pastor Roberto Farias, em Assú

0

A primeira sessão do Tribunal do Júri Popular condenou a 12 anos de prisão, Jadson Bruno Fernandes da Nóbrega, de 24 anos, conhecido como “Jadim”. Ele foi julgado culpado pelo assassinato do pastor Roberto Farias, ocorrido no dia 05 de março de 2022, por volta das 19h, nas proximidades do Motel Signu’s, na BR-304, comunidade de Morada Nova, zona rural de Assú.
e veja em vídeo, ele conta por que matou o pastor).

Segundo informações, “Jadim” não agiu sozinho. Ele e mais três cúmplices estavam em um carro quando abordaram o veículo em que o pastor estava. O grupo ordenou que o pastor descesse do carro e, em seguida, o executaram a tiros.
Ao ser preso, Jadson Bruno afirmou aos policiais militares que agiu em retaliação, alegando que o pastor já havia tentado matá-lo anteriormente e que ele apenas fez “justiça”. “Jadim” relatou que, ao encontrar o pastor enquanto bebia com seus cúmplices, decidiram atacá-lo com um revólver calibre 38.

A prisão de Jadson Bruno ocorreu em sua residência na comunidade de Acauã, realizada pela guarnição de Itajá sob o comando do sargento Rodrigues. Ao ser interrogado sobre a arma do crime, Jadson afirmou tê-la descartado e disse desconhecer a identidade de seus cúmplices.

No julgamento, o réu foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo crime de homicídio contra o pastor Roberto Farias.

Um dia antes de ser morto, o pastor Roberto Farias e outros dois homens, teriam sido presos por uma guarnição da polícia militar de Assú. Eles foram levados para à delegacia de plantão em Mossoró, após serem apontados como suspeitos de receptação.

O delegado de plantão, autuou os três por receptação e teria arbitrado fiança no crime em que eles foram enquadrados. Apenas o pastor, que efetuou o pagamento da fiança e foi colocado em liberdade.

Polícia Civil frustra tentativa de homicídio no interior do RN

0

Policiais civis da 61ª Delegacia de Polícia (DP) de Guamaré frustraram uma tentativa de homicídio no município de Alto do Rodrigues, interior do Rio Grande do Norte, na terça-feira (13).
De acordo com as investigações e relatos da vítima, três homens teriam o cercado e realizaram inúmeros disparos em seu veículo. A vítima conseguiu fugir para o matagal em volta do local, porém dois suspeitos o seguiram para tentar matá-lo. Após o conhecimento dos fatos, a equipe policial realizou diligências para prender o grupo envolvido, que empreendeu fuga após uma troca de tiros contra as autoridades.

Durante a ação, foi informado que aproximadamente duas semanas a vítima teria tido assaltada em sua residência por homens que se passaram por policiais civis. Ela foi resgatada com vida e o veículo foi recuperado após o crime. A equipe policial da 61ª Delegacia de Polícia (DP) de Guamaré continua as investigações para identificar os suspeitos.

A Polícia Civil solicita que a população continue enviando informações, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS

Uber de 37 anos natural do Ceará é executado a tiros dentro do carro no Bairro Barrocas em Mossoró

0

A cidade de Mossoró registrou na manhã de quarta-feira 14 de agosto de 2024, mais um homicídio a tiros, elevando para 63 o número de assassinato no ano de 2024. O crime aconteceu no final da Avenida Alberto Maranhão no Bairro Barrocas.
A vítima foi o motorista de aplicativo (Uber), Jose Clerian da Silva, de 37 anos, natural de São João do Jaguaribe, no estado do Ceará. Ele foi encontrado morto dentro do carro, um Prisma branco com placas de Russas/CE.

A perícia identificou três perfurações de tiros na região da cabeça. No interior do carro, foram recolhidas cápsulas de pistola calibre 380. Ainda não há informação sobre a motivação do crime.

A delegada Crhistiane Magalhães da 10ª DHPP, esteve no local acompanhando a perícia e disse a imprensa que recebeu informações de que o motorista era suspeito de fazer corridas para criminosos.

A autoridade policial disse também que recebeu da Polícia Militar, imagens gravadas por câmeras de monitoramento onde um carro prisma branco aparece em um local onde ocorreu um arrastão, dias passados. A Polícia Civil vai investigar o caso.

Após a perícia no local o corpo de José Clerian da Silva, foi recolhido para exames no IML do Itep. O veículo foi liberado para familiares. (fimdalinha).

PCC faz ‘censo do crime’ nacional para definir investimentos, combater rivais e direcionar alianças

0


Fazer um mapeamento nacional em um país com dimensões continentais é um desafio até mesmo para institutos reconhecidos. Mas um estudo produzido pela pesquisadora Camila Nunes Dias para o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) produz uma espécie de censo para quantificar não apenas os membros de suas fileiras, mas também de siglas rivais. E se esforça para repeti-lo a cada 15 dias, segundo Dias.

Obtido pela BBC News Brasil, o estudo de Dias foi feito inicialmente com base em dados obtidos nos estados da região Norte e mostra a intenção do PCC em saber quantos membros existem em cada facção e ainda as distinguem entre “amigas”, “inimigas” ou “neutras”. A intenção é logística e estratégica, para distribuir recursos e planejar sua expansão.

O primeiro “censo do crime” encontrado pela pesquisadora, com data de outubro de 2016, aponta quais eram as sete facções que atuavam nos estados do Acre, Amazonas e Pará naquela época.

Dias diz não ser possível precisar se essa foi a primeira vez que a facção fez esse tipo de levantamento, mas ressalta que foi na mesma época em que surgiram os primeiros conflitos relacionados à ruptura entre CV (Comando Vermelho) e PCC.

Autora do livro PCC: Hegemonia nas prisões e monopólio da violência, a pesquisadora explica que a facção paulista e o CV mantinham um pacto para a compra de drogas e armas em regiões de fronteira e para a proteção de seus integrantes em prisões controladas pelos grupos.

O fim dessa aliança – que pode ter ocorrido por conta de uma disputa pelo controle de presídios – causou mortes em penitenciárias, rebeliões e acirrou as tensões também nas ruas.

Dez meses após o primeiro censo que se tem conhecimento, o estudo apontou que o PCC passou a ter mais detalhes em seus levantamentos.

Em agosto de 2017 – sete meses após uma chacina deixar 56 mortos em presídios de Manaus – a facção FDN (Família do Norte) tinha 6.000 membros contra 194 do PCC no Amazonas, segundo relatório da facção obtido pela pesquisadora.

O Atlas da Violência 2024, divulgado em junho, aponta que, pela primeira vez desde o início da série histórica (2016), o Amazonas apresentou a segunda maior taxa de homicídios do Brasil. Com 43,5 casos a cada 100 mil habitantes, o Estado fica atrás apenas da Bahia, que possui uma taxa de 46,8. A média do país é de 24,5.

Em entrevista à BBC News Brasil, Camila Nunes Dias, que também é pesquisadora do NEV (Núcleo de Estudos da Violência) da USP, diz que esta é a primeira vez que um censo como esse é usado para fazer uma análise do crime organizado na região Norte. Ela diz ter se surpreendido com os detalhes.

“Eu nunca ouvi falar em algo parecido. Isso demanda uma organização, o que os outros grupos não têm. Para isso, é necessário que cada integrante do PCC, responsável por cada Estado, responda e mande informações para essa central, a sintonia (liderança, no jargão do PCC) dos Estados e Países, que reúne todas as informações de cada Estado brasileiro e países onde a facção tem negócios”, diz a pesquisadora, que também é professora de Políticas Públicas na UFABC (Universidade Federal do ABC).

Dias diz que é difícil ter certeza de que a facção faz o levantamento com uma periodicidade quinzenal, por conta da volatilidade e dificuldade para transmitir essas informações. Isso é dificultado porque a maioria dos responsáveis por esse levantamento está presa.

“Se você tem alguém que vai para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD ou castigo), ele é transferido de prisão e fica em isolamento. Isso vai impactar nas atividades da facção naquela unidade durante algum tempo até repor essa pessoa. O que consegui identificar é que há pelo menos a intencionalidade de uma periodicidade quinzenal”, diz a pesquisadora.

Esse estudo faz parte da primeira fase do projeto Dinâmicas da Violência nas Regiões Brasileiras, produzido pelo Ipea.

A ideia é aprofundar a compreensão e fazer uma abordagem qualitativa a partir dos números apresentados pelo Atlas da Violência – feito pelo mesmo instituto em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública -, que apresenta as estatísticas criminais no Brasil, divididas por município.

Esse estudo está sendo produzido por diversos pesquisadores em todas as regiões do país.

“A ideia desse grande projeto é identificar, em cada Estado, quais são as principais dinâmicas de violência. Saber quais são os principais fenômenos relacionados ao crime que poderiam explicar as variações principalmente nas taxas de homicídio”, explica Dias.

A BBC News Brasil enviou o estudo completo e questionou o Ministério da Justiça sobre essa presença das facções no país, se a pasta tinha conhecimento dessa intensa comunicação entre presos e o que é feito para coibir essa prática. A reportagem também perguntou quais são as ações tomadas para evitar a troca de mensagens entre internos e pessoas em liberdade.

O Ministério da Justiça informou por meio de nota que essas perguntas deveriam ser feitas à Secretaria Nacional de Políticas Penais, que foi questionada, mas não havia comentado o assunto até a publicação desta reportagem.

Mas como o PCC faz esse censo?
A pesquisadora explica que o PCC tem em cada presídio do Brasil uma liderança, chamada de sintonia, que pode ser formada por uma ou mais pessoas.

Essa sintonia contabiliza quantos membros de cada facção há na unidade e repassa esses dados por ligação telefônica e mensagens de texto para a sintonia estadual. A categoria “neutro” não existia nos primeiros levantamentos. O levantamento mostra que, no início, o PCC enumerava apenas seus membros e inimigos.

A sintonia de cada estado então encaminha essas informações para a cúpula da facção. Com esses dados em mãos, o PCC sabe como está sua influência na região e pode direcionar melhor seu dinheiro, armamento e centralizar suas táticas de expansão.

A pesquisadora do Ipea ressalta que, apesar de ser um levantamento nacional e relevante, a facção faz um trabalho que ela considera “precário”. As sintonias não têm uma metodologia padronizada nem mesmo uma periodicidade exata, explica Dias. Alguns Estados, segundo ela, parecem fazer o levantamento quinzenalmente, enquanto outros demoram bem mais tempo.

“Isso está relacionado às dificuldades que eles encontram para ter as informações, como falta de sinal de celular. Mas o principal é entender essa disposição do PCC em buscar essa informação e o interesse em saber o contexto que eles estão inseridos”, explica a professora.

Ela ressalta que em alguns “salves”, como são chamados os comunicados emitidos pelas facções, o PCC comunica quais são os Estados que já estão “fortalecidos” e quais precisam se esforçar para atrair mais membros.

“Esses levantamentos servem para identificar locais em que o PCC está frágil, onde há mais oposição e, eventualmente, locais onde é necessário fortalecer, como eles dizem. Talvez, mandar mais pessoas para lá, dinheiro ou recursos que sejam capazes de trazer gente para o PCC. O censo tem um valor estratégico para definir essas estratégias de expansão”, diz a pesquisadora.

Estratégia de usar ‘exércitos auxiliares’ nos conflitos
Para explicar os planos da facção paulista ao receber os dados do censo, a pesquisadora Camila Nunes Dias faz um paralelo com a participação dos Estados Unidos em conflitos pelo mundo, quando Washington muitas vezes prefere financiar os oponentes de seu inimigo, mas sem enviar soldados próprios ao front.

“Se eles veem que está difícil em Manaus, que está havendo uma diminuição no número de membros, injetam dinheiro e mandam soldados para a missão de recrutar mais pessoas. Esse levantamento é feito como uma estratégia de crescimento e poder na região”, diz a professora.

O PCC, segundo a pesquisadora, usa uma linguagem típica de empreendedores em seus “salves” que distribui para a facção. Nesse sentido, eles falam em fazer “projetos” para melhorar determinadas regiões.

“Se o Acre está fraco, a sintonia sugere fazer um projeto na região. Eles chamam os criminosos locais, oferecem uma quantidade para eles venderem, levantarem um dinheiro, mas exigem que eles se vinculem à facção em troca da ajuda”, diz a autora do estudo.

Ela explica que as sintonias dos Estados e países têm autonomia para fazer diversos projetos e investir dinheiro na ampliação do poder e dos membros da facção em cada uma das unidades federativas do país e no exterior. Isso porque essas lideranças são escolhidas por terem essa capacidade de administração, criatividade e diálogo muito desenvolvidas.

“É algo parecido com essa linguagem neoliberal que a gente vê nas empresas, na tentativa de estimular os funcionários e dar autonomia. Eles estimulam que a pessoa não precise ficar chorando, mas ela tem que levantar e fazer seu próprio negócio”, diz.

Mais negócios, menos violência
A professora Camila Nunes Dias lembra que todo o projeto de expansão do PCC evita a violência de maneira explícita, pois a avaliação é de que isso causa apenas prejuízos.

Primeiro, a avaliação é de que a escalada de mortes causa baixas também em suas fileiras. Em segundo lugar, isso atrapalha o comércio local de drogas, pois atrai a atenção policial e da imprensa. E, em último lugar, tem um custo financeiro e para a imagem da facção, que prefere não ser vista socialmente como causadora de um banho de sangue.

Dias explica que a estratégia de expansão da facção paulista tende a evitar assassinatos em série ou ameaça cometida diretamente pelo PCC. Ela afirma que isso só ocorre quando esses recursos econômicos são mais escassos ou algo foge muito do controle da facção.

“As estratégias do PCC não passam necessariamente pela violência, de chegar matando todo mundo. O fato é que o PCC tem uma pretensão de expansão e, obviamente, isso vai se chocar com a existência de outros atores. E acaba gerando conflito, muitas vezes extremamente violento, porque são todos atores armados”, diz a pesquisadora.

“Uma coisa que a gente não tem muita informação concreta, mas a gente tem pistas, é sobre o quanto o PCC arma um grupo para lutar com outro, como ocorreu no Ceará com a facção GDE (Guardiões do Estado), que teve uma guerra violentíssima contra o Comando Vermelho. O PCC não aparece, mas está por trás da GDE.”

A facção arma e estrutura o grupo menor para que ele cresça, derrote o inimigo e se alie a ele. Tudo isso com a intenção de não sofrer baixas e prejuízos próprios, segundo a pesquisadora.

O impacto do PCC no Norte
O PCC surgiu em 1993 dentro de presídios brasileiros. Mas o grupo, cuja existência por muito tempo chegou a ser praticamente negada pelo Estado, só se tornou conhecido nacionalmente com as rebeliões em prisões dos anos 2000.

Na última década, as facções criminosas passaram a ver a região Norte como uma mina de ouro, segundo os especialistas ouvidos pela reportagem.

Isso ocorre porque a região funciona como rota de escoamento da cocaína produzida no Peru até sua distribuição na Europa, conforme autoridades e pessoas que estudam os conflitos regionais.

O controle desse acesso é valioso porque apenas uma carga transportada num pequeno barco pode render milhões de reais, segundo especialistas.

Pesquisadores disseram à BBC News Brasil que a chegada do PCC na região Norte mudou não apenas a dinâmica das facções e organização dentro dos presídios, mas também a sociedade local como um todo.

Além do tráfico de drogas, outras atividades criminosas, como o garimpo, a exploração de madeira e o comércio ilegal de animais da fauna local, como tartarugas e aves, também foram impactados pelos crescentes conflitos.

Rodrigo Chagas, professor de Ciências Sociais na UFRR (Universidade Federal de Roraima) e pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, diz que a facção paulista influencia na dinâmica da criminalidade, na linguagem local e até mesmo na cultura indígena.

“Entrevistei um venezuelano do PCC que tenta imitar o sotaque de São Paulo e falar como os moradores da periferia paulistana sem nunca ter pisado lá. Isso é algo que se espalha pelo Norte por meio das prisões e depois vai ocupando as periferias”, conta.

O professor da UFRR diz que o PCC também passou a implantar suas regras e visão empresarial assim que passou a dominar os garimpos do Norte. A facção impôs suas próprias regras em atividades criminais que antes não tinham essa interferência.

O professor conta que, recentemente, a facção matou um homem que se casou com uma garota de programa que atuava no garimpo.

“O garimpo funcionava de outra maneira, como uma instituição. Era comum um garimpeiro se apaixonar e levar a garota de programa para morar com ele. Ela aceitava parar de fazer programas para viver esse romance. Agora, a facção não aceita que tirem a mulher do cabaré deles”, diz Rodrigo Chagas.

O professor também afirma que o calibre das armas usadas pelos criminosos locais aumentou com a chegada do PCC. E, consequentemente, a violência também.

Dicionário PCC: as categorias usadas pela facção

Sintonia:

Como é chamada a liderança de um setor importante da facção. Exemplo: a sintonia dos gravatas é o responsável pelos advogados do PCC. Sintonia do Estado é o administrador estadual da facção

Facção:

Grupo criminoso que possui reconhecimento nacional, como Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital e Amigo dos Amigos

Grupo:

Formação criminosa com relevância regional, como alguns grupos do Sul, Norte e Nordeste do País. São equivalentes a uma quadrilha

Bonde:

Grupos menores e desorganizados formados normalmente por jovens que se juntam para cometer crimes, como arrastões, roubo de carga e pequeno tráfico. Em Manaus, são conhecidos como galerosos. Em Goiás, também há bondes, mas que normalmente são absorvidos pelas facções

Guerrilha:

São grupos como as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que possuem alguma motivação política e que depois acabam também participando de atividades ilícitas, como a venda de drogas.

Folha de São Paulo.

Fios de internet provocam acidente na rua 24 de junho em Assu

0

Na noite desta terça-feira, 13 de agosto de 2024, aconteceu um acidente na Rua 24 de Junho, nas proximidades da Praça Jota Keully.

Segundo informações, fios baixos de uma empresa de internet teriam causado o acidente, onde duas pessoas que seguiam abordo de uma motocicleta ficaram feridas. As vitimas se enroscaram nos fios, que culminou em uma queda.

Uma das vitimas de nome, Hilton Júnior, sofreu alguns ferimentos e reclamava de dores pelo corpo, mas estava consciente, já o outro cortou o joelho sem gravidade. Uma equipe do SAMU esteve no local e realizou os atendimentos.

segundo as informações que chega na nossa redação que um homem é preso na cidade de Carnaubais ou espancar sua companheira

Na noite desta segunda feira, 12 de agosto de 2024, por volta das 19;30h, a policia militar do destacamento da cidade de Carnaubais, no vale do Açu, no Rio Grande do Norte, sob o comando do Sgt Lopes, receberam a informação de que uma mulher teria sido agredida violentamente na avenida Abreu Alberto da Fonseca.

Segundo informações, um casal estaria se agredindo em  publica, sendo que a mulher agredida estava com lesões na região do rosto, com a boca sangrando e blusa e mãos bastante ensanguentadas.

Ao policiais, ela disse que o seu companheiro de nome NATANIEL BRUNO ALVES PEREIRA, desferiu vários socos no rostos tendo inclusive quebrado um dente da mulher que foi levada pelos policiais para o hospital de Carnaubais para que ela recebesse atendimento médico.

Em seguida, o casal que tem problemas com drogas, foi conduzido a delegacia para a realização dos procedimentos.

Operação da PF mira rede de lavagem de dinheiro da máfia italiana no RN

0

A Polícia Federal, em coordenação com o Ministério Público Federal e apoio internacional do Ministério Público e da Guardia di Finanza de Palermo, Itália, deflagrou hoje a Operação Arancia, visando desarticular uma rede de lavagem de dinheiro operacionalizada pela máfia italiana no Rio Grande do Norte.

As investigações, que começaram em 2022, têm como alvo uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro para a máfia italiana Cosa Nostra no Rio Grande do Norte, onde se estima que os mafiosos atuem há quase uma década. As evidências coletadas até o momento indicam que a máfia italiana utilizou empresas fantasmas e laranjas para facilitar a movimentação e a ocultação de fundos ilícitos, provenientes de atividades criminosas internacionais.

Estima-se que o esquema tenha investido não menos que 300 milhões de reais (cerca de 55 milhões de
euros) no Brasil, utilizando esses recursos para adquirir propriedades e infiltrar-se no mercado imobiliário e financeiro brasileiro. Segundo as autoridades italianas, entretanto, o valor total dos ativos investidos podem superar 500 milhões de euros.

A operação resultou na execução de um mandado de prisão preventiva de um mafioso e cinco mandados de busca e apreensão, afetando três estados brasileiros: Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Piauí. Simultaneamente, a Direção Distrital Antimáfia de Palermo coordenou 21 buscas em várias regiões da Itália e na Suíça. Mais de 100 agentes financeiros italianos foram mobilizados, alguns dos quais encontram-se no Brasil, auxiliando o cumprimento dos mandados em Natal.

Os crimes investigados incluem associação mafiosa, extorsão, lavagem de dinheiro e transferência fraudulenta de valores, com agravante de apoio a famílias mafiosas notórias. Além disso, como parte das medidas para desarticular o esquema e recuperar ativos financeiros, a Justiça Federal autorizou o sequestro de imóveis e o bloqueio de contas bancárias associadas aos suspeitos e às empresas fantasmas envolvidas. Essas ações visam garantir a reparação dos danos causados pelas atividades ilícitas e impedir a continuação das operações criminosas.

Destaca-se, nesse contexto, a colaboração internacional através da criação de uma Equipe de Conjunta de Investigação (ECI), em 2022, envolvendo a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e autoridades judiciais e policiais italianas, com apoio da Eurojust, agência da União Europeia que facilita investigações e processosjudiciais envolvendo múltiplos países, auxiliando na troca de informações e na formação de equipes de investigação conjuntas.

O nome “Arancia”, que significa “laranja” em italiano, foi escolhido para a operação policial devido ao uso extensivo de “laranjas” — termo usado para designar pessoas ou empresas que emprestam seus nomes para ocultar os verdadeiros donos ou beneficiários de transações financeiras e ativos, mantendo assim a aparência de legalidade. Nessa operação, o esquema envolvia a criação de empresas fictícias e a compra de imóveis em nome desses “laranjas” para lavar dinheiro proveniente de atividades criminosas, especialmente da máfia italiana.