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Bárbara Domingos faz história e avança à final do individual geral da ginástica rítmica

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Bárbara Domingos faz história e avança à final do individual geral da ginástica rítmica

Bárbara Domingos. Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos, o Brasil terá uma representante na final da ginástica rítmica. A atleta que obteve o feito é a curitibana Bárbara Domingos, que avançou nesta quinta-feira à decisão do individual geral da modalidade, que conta com apresentações de fita, bola, arco e maças, na Olimpíada de Paris-2024. A disputa pela medalha está marcada para as 9h30 desta sexta-feira (9).

A atleta de 24 anos ficou entre as 10 melhores do mundo em sua primeira Olimpíada, confirmando o crescimento que vem exibindo nos últimos anos. Bárbara começou a se destacar em nível internacional na temporada passada, um divisor de águas em sua carreira esportiva. Em apenas uma semana, em abril de 2023, ela entrou para a história na ginástica rítmica do País ao obter dois grandes resultados em competições na Europa, rompendo barreiras antes intransponíveis para outras atletas do País e até da América Latina.

Num intervalo de poucos dias, ela faturou a medalha de bronze na prova da fita na etapa de Sofia da Copa do Mundo, na Bulgária. Tornou-se, assim, a primeira atleta do Brasil e da América Latina a subir ao pódio numa competição deste nível. Somente a classificação para a final já era feito histórico nacional para a modalidade na disputa individual.

No final de semana seguinte, Bárbara foi ainda mais longe. Brilhou novamente na fita, desta vez no Grand Prix de Thiais, na França. E conquistou o ouro. Mais uma vez, acumulou resultados inéditos para a ginástica rítmica brasileira. Nenhuma outra atleta do País havia se destacado desta forma em competições deste peso. Antes, em 2021, já mostrava estar no caminho ao ficar em 17º no individual geral no Mundial, o melhor resultado de uma brasileira em um evento deste nível.

“Fiquei até um pouco sem entender o que estava acontecendo. Até achava que era possível alcançar estes resultados, mas não na primeira competição do ano, não agora. Talvez mais para a frente. Por ser início de ciclo, pegando o ritmo de competição. Na Europa, as meninas começam a competir mais cedo. Todas já estavam competindo”, disse Bárbara em entrevista ao Estadão, em maio do ano passado.

Os meses seguintes foram de novos feitos. Ela faturou o bronze na fita e ficou em quinto lugar nas provas de arco e bola na etapa da Romênia da Copa do Mundo. Nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, Bárbara conquistou três medalhas de ouro: individual geral, bola e fita. No Mundial, disputado em Valência, na Espanha, ela terminou em 11º no individual geral. Na época, se tornou a primeira brasileira a disputar uma final de Mundial.

De quebra, veio a classificação olímpica. Ela chegou a se preparar para estrear em Jogos Olímpicos em Tóquio, em 2021, mas a pandemia acabou mudando o regulamento da classificação e ela acabou ficando fora da disputa.

Obstáculos superados
O maior obstáculo para Bárbara numa Olimpíada é a forma de disputa e classificação. Na ginástica rítmica, diferentemente da artística, não há provas por aparelhos em Jogos Olímpicos. A atletas disputam apenas no individual geral. Logo, precisam se destacar nos quatro “aparelhos”: fita, bola, arco e maças. A brasileira é destaque mundial na fita e já foi bem na bola. No entanto, era menos competitiva no arco e nas maças.

“É uma pena não ter prova isolada da fita. Quanto aos demais, é um pouco mais difícil. Cada aparelho tem sua peculiaridade, a sua dificuldade. O mais complicado de todos é a bola. Quase todas as atletas têm alguma dificuldade com ela. É meio perigoso. Bateu, vai longe”, explicou a atleta à reportagem, no ano passado.

O desafio, contudo, foi superado na capital francesa, onde ela mostrou alto desempenho até mesmo na bola, logo na primeira rotação.

Da ginástica artística para a rítmica
Bárbara iniciou sua trajetória esportiva na ginástica artística aos cinco anos. Mas logo mudou para a rítmica por seu perfil físico: ela é mais alta que a média (1,67m) e se considera menos forte fisicamente que as colegas da ginástica artística. “E também teve a música”, contou Bárbara, ao justificar a mudança de modalidade. “Eu era muito musical desde pequena. E isso acabou me chamando muito a minha atenção. Gosto das coreografias. É um esporte que tem dança e música.”

Evoluindo a cada ano nos aparelhos, Bárbara enfrentou seu maior desafio em 2021, quando foi submetida a uma cirurgia no quadril direito. “Eu já tinha esta lesão há quatro anos. Me incomodava muito e consumia muito do meu tempo de treino. Fiquei seis meses afastada em 2022. Só voltei a competir no segundo semestre.”

Em sua rotina de treino, que atingem facilmente as oito horas diárias, ela intercala aulas na faculdade de Educação Física à distância. A atleta, contudo, avisa que o seu projeto de pós-carreira é o Direito, que até começou a estudar, mas trancou devido à rotina pesada de treinos.

Melhor momento da ginástica rítmica do Brasil
Os bons resultados individuais de Bárbara foram conquistados num contexto de maior desenvolvimento da modalidade no Brasil nos últimos anos. Hoje as atletas conseguem viver da ginástica por causa dos benefícios do Bolsa-Atleta, das diferentes esferas de governo e do apoio da Confederação Brasileira de Ginástica. É o caso de Bárbara e também de outras atletas que vêm se destacando nas disputas individuais da ginástica rítmica, como Maria Eduarda Alexandre e Bárbara Galvão.

No Mundial de 2022, disputado na Bulgária, o Brasil alcançou seu melhor resultado geral da história, com o quinto lugar. Deixou para trás rivais de tradição e até equipes medalhistas em Olimpíadas. Em 2023, foram dois resultados de relevância mundial. Em março, na etapa de Atenas da Copa do Mundo, a seleção obteve o bronze na prova geral – foi a primeira medalha da história da modalidade nacional num evento deste nível.

Na sequência, a equipe formada por Giovanna Silva, Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira e Victória Borges faturou o ouro na prova de cinco arcos na Challenge Cup de Portimão, em Portugal. Um novo feito. Do quinteto, somente Giovanna não está em Paris. “Este é o melhor momento da história da ginástica rítmica do Brasil. Construímos isso”, disse Bárbara.

Fonte: Estadão

Bárbara Domingos. Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos, o Brasil terá uma representante na final da ginástica rítmica. A atleta que obteve o feito é a curitibana Bárbara Domingos, que avançou nesta quinta-feira à decisão do individual geral da modalidade, que conta com apresentações de fita, bola, arco e maças, na Olimpíada de Paris-2024. A disputa pela medalha está marcada para as 9h30 desta sexta-feira (9).

A atleta de 24 anos ficou entre as 10 melhores do mundo em sua primeira Olimpíada, confirmando o crescimento que vem exibindo nos últimos anos. Bárbara começou a se destacar em nível internacional na temporada passada, um divisor de águas em sua carreira esportiva. Em apenas uma semana, em abril de 2023, ela entrou para a história na ginástica rítmica do País ao obter dois grandes resultados em competições na Europa, rompendo barreiras antes intransponíveis para outras atletas do País e até da América Latina.

Num intervalo de poucos dias, ela faturou a medalha de bronze na prova da fita na etapa de Sofia da Copa do Mundo, na Bulgária. Tornou-se, assim, a primeira atleta do Brasil e da América Latina a subir ao pódio numa competição deste nível. Somente a classificação para a final já era feito histórico nacional para a modalidade na disputa individual.

No final de semana seguinte, Bárbara foi ainda mais longe. Brilhou novamente na fita, desta vez no Grand Prix de Thiais, na França. E conquistou o ouro. Mais uma vez, acumulou resultados inéditos para a ginástica rítmica brasileira. Nenhuma outra atleta do País havia se destacado desta forma em competições deste peso. Antes, em 2021, já mostrava estar no caminho ao ficar em 17º no individual geral no Mundial, o melhor resultado de uma brasileira em um evento deste nível.

“Fiquei até um pouco sem entender o que estava acontecendo. Até achava que era possível alcançar estes resultados, mas não na primeira competição do ano, não agora. Talvez mais para a frente. Por ser início de ciclo, pegando o ritmo de competição. Na Europa, as meninas começam a competir mais cedo. Todas já estavam competindo”, disse Bárbara em entrevista ao Estadão, em maio do ano passado.

Os meses seguintes foram de novos feitos. Ela faturou o bronze na fita e ficou em quinto lugar nas provas de arco e bola na etapa da Romênia da Copa do Mundo. Nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, Bárbara conquistou três medalhas de ouro: individual geral, bola e fita. No Mundial, disputado em Valência, na Espanha, ela terminou em 11º no individual geral. Na época, se tornou a primeira brasileira a disputar uma final de Mundial.

De quebra, veio a classificação olímpica. Ela chegou a se preparar para estrear em Jogos Olímpicos em Tóquio, em 2021, mas a pandemia acabou mudando o regulamento da classificação e ela acabou ficando fora da disputa.

Obstáculos superados
O maior obstáculo para Bárbara numa Olimpíada é a forma de disputa e classificação. Na ginástica rítmica, diferentemente da artística, não há provas por aparelhos em Jogos Olímpicos. A atletas disputam apenas no individual geral. Logo, precisam se destacar nos quatro “aparelhos”: fita, bola, arco e maças. A brasileira é destaque mundial na fita e já foi bem na bola. No entanto, era menos competitiva no arco e nas maças.

“É uma pena não ter prova isolada da fita. Quanto aos demais, é um pouco mais difícil. Cada aparelho tem sua peculiaridade, a sua dificuldade. O mais complicado de todos é a bola. Quase todas as atletas têm alguma dificuldade com ela. É meio perigoso. Bateu, vai longe”, explicou a atleta à reportagem, no ano passado.

O desafio, contudo, foi superado na capital francesa, onde ela mostrou alto desempenho até mesmo na bola, logo na primeira rotação.

Da ginástica artística para a rítmica
Bárbara iniciou sua trajetória esportiva na ginástica artística aos cinco anos. Mas logo mudou para a rítmica por seu perfil físico: ela é mais alta que a média (1,67m) e se considera menos forte fisicamente que as colegas da ginástica artística. “E também teve a música”, contou Bárbara, ao justificar a mudança de modalidade. “Eu era muito musical desde pequena. E isso acabou me chamando muito a minha atenção. Gosto das coreografias. É um esporte que tem dança e música.”

Evoluindo a cada ano nos aparelhos, Bárbara enfrentou seu maior desafio em 2021, quando foi submetida a uma cirurgia no quadril direito. “Eu já tinha esta lesão há quatro anos. Me incomodava muito e consumia muito do meu tempo de treino. Fiquei seis meses afastada em 2022. Só voltei a competir no segundo semestre.”

Em sua rotina de treino, que atingem facilmente as oito horas diárias, ela intercala aulas na faculdade de Educação Física à distância. A atleta, contudo, avisa que o seu projeto de pós-carreira é o Direito, que até começou a estudar, mas trancou devido à rotina pesada de treinos.

Melhor momento da ginástica rítmica do Brasil
Os bons resultados individuais de Bárbara foram conquistados num contexto de maior desenvolvimento da modalidade no Brasil nos últimos anos. Hoje as atletas conseguem viver da ginástica por causa dos benefícios do Bolsa-Atleta, das diferentes esferas de governo e do apoio da Confederação Brasileira de Ginástica. É o caso de Bárbara e também de outras atletas que vêm se destacando nas disputas individuais da ginástica rítmica, como Maria Eduarda Alexandre e Bárbara Galvão.

No Mundial de 2022, disputado na Bulgária, o Brasil alcançou seu melhor resultado geral da história, com o quinto lugar. Deixou para trás rivais de tradição e até equipes medalhistas em Olimpíadas. Em 2023, foram dois resultados de relevância mundial. Em março, na etapa de Atenas da Copa do Mundo, a seleção obteve o bronze na prova geral – foi a primeira medalha da história da modalidade nacional num evento deste nível.

Na sequência, a equipe formada por Giovanna Silva, Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira e Victória Borges faturou o ouro na prova de cinco arcos na Challenge Cup de Portimão, em Portugal. Um novo feito. Do quinteto, somente Giovanna não está em Paris. “Este é o melhor momento da história da ginástica rítmica do Brasil. Construímos isso”, disse Bárbara.

Fonte: Estadão

Operação Transfer Ban” da Polícia Civil desmantela fraude em exames de CNH após denúncia do Detran-RN

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Foto: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, por meio do Departamento de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DECCOR-LD) e com o apoio da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (DEICOR), deflagrou na manhã desta quinta-feira (08) a “Operação Transfer Ban”.

A ação, que teve como alvo um esquema criminoso de falsificação de comprovantes de residência para obtenção irregular da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em residências localizadas no município de Campina Grande, no estado da Paraíba.

As investigações, iniciadas após denúncias da direção do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (DETRAN-RN), apontaram para um grupo criminoso liderado por um despachante que, em conluio com familiares e comparsas, falsificava comprovantes de residência para que candidatos à CNH, oriundos da Paraíba, realizassem os exames práticos no Rio Grande do Norte. Estima-se que cerca de 30 candidatos tenham sido beneficiados por esse esquema criminoso.

Durante a operação, foram apreendidos computadores, aparelhos celulares, Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) do RN, documentos diversos e a quantia de R$ 5 mil em espécie. Além disso, as investigações revelaram que o despachante, em uma tentativa de obstruir a Justiça, combinou depoimentos falsos com os clientes ouvidos pela Polícia Civil.

Com o apoio da direção do DETRAN – RN, a “Operação Transfer Ban”, que significa impedimento de transferências, mobilizou 24 policiais civis divididos em seis equipes. A ação demonstra o compromisso da Polícia Civil do Rio Grande do Norte em combater a corrupção e garantir a segurança no trânsito.

As investigações continuam para desmantelar completamente o grupo criminoso e responsabilizar todos os envolvidos.

O Detran-RN se pronunciou sobre a operação através de nota, leia a íntegra abaixo

O Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran) informa que a Operação Transfer Ban, deflagrada nesta quinta-feira (08), pela Polícia Civil do RN, se deu após o Detran perceber indícios de fraude em comprovantes de residência apresentados por candidatos que buscam à Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Diante disso, o Detran acionou à Polícia Civil do RN repassando os elementos comprobatórios da fraude e contribuindo com o processo de investigação iniciado pela PC-RN, no intuito de combater o ilícito verificado no âmbito do Departamento Estadual de Trânsito.

Ressaltamos que a Direção do Detran e seu corpo funcional continuam atentos a qualquer desvio, fraude ou ilícito presentes em demandas apresentadas à instituição, com foco no zelo à prestação de um serviço público de qualidade e obedecendo às normas legais previstas na legislação brasileira.

Brasil perde para os EUA no vôlei feminino e fica fora da disputa do ouro em Paris

A Seleção Brasileira de vôlei feminino mais uma vez esbarrou nos Estados Unidos e viu o sonho do terceiro ouro na história se encerrar. Nesta quinta-feira (8), as americanas dominaram a semifinal de Paris 2024 e venceram o Brasil por 3 sets a 2, parciais de 25/23, 18/25, 25/15, 22/25 e 15/11.

O cenário é semelhante aos Jogos de Tóquio 2020. Naquela ocasião, o confronto entre brasileiras e americanas ocorreu na final, com a equipe verde e amarela se contentando com a medalha de prata.

Com a derrota na semifinal, resta ao Brasil lutar pelo bronze para garantir um pódio nesta edição olímpica. O adversário sairá do duelo europeu entre Turquia e Itália, também nesta quinta, às 15h. Quem perder encara o Brasil no próximo sábado (10) às 12h15.

O Brasil tinha 100% na Olimpíada antes da queda. A equipe de Zé Roberto Guimarães fechou invicta na fase de grupos, vencendo Quênia, Japão e Polônia, e batendo a República Dominicana nas quartas de final.

Como foi o jogo
O Brasil iniciou a partida sentindo o peso da disputa, e os EUA chegaram a abrir 5 a 0. As meninas da Seleção se recuperaram, conseguiram a virada, fazendo 19 a 16, mas o set foi fechado pelas americanas por 25 a 23.

O cenário do segundo set foi diferente, com as brasileiras mais atentas e dominando as principais ações. Grande nome do duelo pelo lado do Brasil, Ana Cristina foi a responsável por fechar o set em 25 a 18.

Os Estados Unidos acordaram e dominaram o terceiro set, fechando em 25 a 15. O Brasil apresentou muitas falhas, principalmente na recepção e no bloqueio, e não foi páreo para a força ofensiva das americanas.

O quarto set subiu ainda mais a adrenalina do confronto e esteve equilibrado até o fim. O Brasil se assustou e chegou a cometer erros na reta final, mas contou com uma invasão da jogadora Ogbogu para fechar em 25 a 23.

O tie-break foi lá e cá e as seleções se alternavam no placar. O Brasil encontrou dificuldades na armação de jogadas no meio do set e as americanas aproveitaram para abrir vantagem e administrar até o 15º ponto.

Fonte: CNN

Luta com atleta intersexo no boxe vira alvo de polêmica; entenda o que diz o regulamento dos jogos de Paris

Atletas transgênero e intersexo ainda enfrentam um cenário de incerteza em grandes eventos esportivos, como os Jogos Olímpicos de Paris. É o caso da boxeadora argelina Imane Khelif. Ela venceu a luta contra a italiana Angela Carini nesta quinta-feira (1º).

Carini, que desistiu do combate após 46 segundos de luta, explicou que o abandono não teve nada a ver com a situação envolvendo a adversária. Mesmo assim, as boxeadoras foram alvo de fake news que afirmavam que Carini havia deixado a luta porque a adversária seria uma atleta transgênero.

Em nota, o Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou que “toda pessoa tem o direito de praticar esportes sem discriminação”, afirmou que “as duas atletas têm participado em competições internacionais de boxe por muitos anos na categoria feminina” e classificou como “enganosas” publicações questionando a legitimidade de Khelif.

Imane Khelif não é transgênero. Khelif se identifica como mulher e cresceu como mulher. A atleta faz parte do grupo de pessoas que podem ser consideradas intersexo porque nasceram com alguma variação hormonal que não se encaixa nas normas médicas para corpos do sexo feminino ou masculino. Antigamente, era utilizado o termo ‘hermafrodita’, que, além não estar correto do ponto de vista biológico, é considerado ofensivo.

Algumas pessoas com a condição têm órgãos genitais femininos, mas têm cromossomos sexuais XY (que determinam o sexo masculino) e níveis de testosterona no sangue compatíveis com o corpo masculino. É o caso da corredora sul-africana Caster Semenya, que foi impedida de disputar as olimpíadas de Tóquio em 2021.

Khelif estava liberada para competir? O que define se atletas com variações intersexuais podem ou não participar de competições esportivas são as normas das federações de cada modalidade esportiva. A Associação Internacional de Boxe (IBA), por exemplo, tem regras mais rígidas, que impediriam atletas com cromossomos XY de competir em eventos femininos. Apesar disso, Imane Khelif pôde competir porque a IBA foi banida pelo COI em 2023.

Atletas trans e intersexo nas Olimpíadas
A primeira atleta trans a participar de uma competição olímpica na categoria de gênero com a qual se identifica foi a neozelandesa Laurel Hubbard, no levantamento de peso, em Tóquio. No mesmo ano, a seleção feminina de futebol canadense tinha na equipe Quinn, atleta que teve autorização para continuar no futebol feminino mesmo após se declarar uma pessoa transgênero e não binária – que não se identifica nem com o gênero masculino, nem com o gênero feminino.

E em Paris?
Apenas dois atletas transgênero se classificaram para competir nas Olimpíadas de Paris: Nikki Hiltz, no atletismo, e Quinn, no futebol canadense.

Tanto Hiltz quanto Quinn são pessoas trans não binárias. Isso quer dizer que elas não se identificam 100% nem com o gênero feminino, nem com o gênero masculino.

Uma pessoa trans não necessariamente é alguém que transicionou de homem para mulher ou vice-versa. Pessoas não binárias também são pessoas transgênero.

Quinn e Nikki foram designadas como mulheres ao nascer e disputam medalhas na categoria feminina, ainda que não se identifiquem com o gênero.

Quem pode participar?
O g1 procurou o Comitê Olímpico Internacional (COI) para entender quais são as regras para a participação de atletas transgênero e intersexo nas Olimpíadas de Paris. Em 2021, o órgão lançou uma cartilha (ainda em vigor) com dez princípios para “promover a igualdade de gênero e inclusão”.

Entre outras determinações, segundo as diretrizes do COI:

Cabe a cada federação esportiva criar suas regras, que podem variar conforme o esporte;
O atleta tem direito de contestar a Federação Internacional no Tribunal Arbitral do Esporte.
“Mulheres trans tinham que reduzir a testosterona a um valor específico e mantê-la assim por 12 meses antes de competir. A política foi amplamente adotada por várias das federações desportivas”, explica Harper.

Apesar de o nível de testosterona ter sido adotado como critério por grande parte das federações, ele não é consenso na comunidade científica. Waleska Vigo, pesquisadora na área de gênero e esporte olímpico, explica como testes que levam em conta fatores como este podem excluir atletas intersexo.

“Tem gente que tem a testosterona elevada, mas tem uma mutação nesse receptor que faz com que ela não tenha efeito no corpo. Tem atletas com a testosterona lá em cima, mas esse efeito não se dá na prática”, aponta Vigo, que é doutora pela Escola de Educação Física e Esporte da USP.

A pesquisadora relembra ainda o caso da ex-jogadora de vôlei Erika Coimbra, que foi reprovada no teste de gênero nas Olimpíadas de Sidney, em 2000, devido a uma condição chamada “Síndrome de Morris”, que eleva os níveis de testosterona no corpo. Na época, Erika teve de provar pela certidão de nascimento que era uma mulher cisgênero (entenda os termos a seguir).

​Entenda os termos
Cisgênero: pessoas que se identificam com o gênero designado ao nascer, baseado no sexo biológico (masculino ou feminino).
Intersexo: pessoas que nasceram com características que não se enquadram nas normas médicas para corpos do sexo feminino ou masculino. Essa condição pode estar relacionada a cromossomos, órgãos genitais, hormônios, entre outras questões.
Transgênero: Pessoas que não se identificam com o gênero designado ao nascer, baseado no sexo biológico (masculino ou feminino).
Não-binárias: Pessoas que não se identificam com identidades de gênero 100% masculinas ou femininas.
Afinal, atletas trans têm vantagem?
Joana Harper avalia que atletas trans podem eventualmente ter vantagens esportivas sobre atletas cis, mas também fala em “desvantagens potenciais” como consequência da terapia hormonal e transição de gênero.

“De maneira geral, as mulheres transexuais são mais altas e mais fortes do que mulheres cis, mesmo com terapia hormonal, mas também têm desvantagens potenciais. As nossas estruturas maiores agora são sustentadas por massa muscular reduzida, capacidade aeróbica reduzida e isso pode levar a desvantagens em coisas como rapidez, e giros e recuperação”, avalia Harper.

Para a pesquisadora, o mundo esportivo está recheado de exemplos nos quais determinados grupos de atletas têm vantagem sobre outros. “Permitimos que atletas canhotos compitam contra atletas destros, embora atletas canhotos tenham vantagens em muitos esportes, por exemplo.”

É possível criar uma categoria só para atletas trans?
Harper explica por que não é realista pensar em uma categoria separada só para atletas trans.

“Nos esportes coletivos isso simplesmente não funciona. Se você tivesse um time de futebol brasileiro transgênero, precisaria colocar 11 jogadores de futebol trans do mesmo sexo em campo ao mesmo tempo. E mesmo se você fizesse isso, contra quais outros países você jogaria?”

Pessoas trans representam aproximadamente 1% da população mundial. Para Joanna, o cenário ideal de inclusão trans no esporte seria correspondente à parcela existente.

“Se tudo fosse igual, um por cento dos atletas da categoria feminina seriam transexuais. E então, em Jogos Olímpicos, estaríamos vendo aproximadamente 50 atletas trans competindo.”

Fonte: g1

Venda de Zolpidem nas farmácias passa a ter maior controle

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Foto: Reprodução Diarinho

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) implementou, desde 1º de agosto, novas regras para prescrição do medicamento zolpidem, utilizado no tratamento de insônia. A medida busca aumentar o controle e segurança no uso do sedativo-hipnótico devido ao potencial de abuso e dependência. Agora, todas as prescrições de zolpidem devem ser feitas com uma receita azul, que é mais rigorosa do que a receita branca anteriormente utilizada. Especialistas destacam que a procura pelo remédio teve “aumento considerável” após a pandemia.


zolpidem, explica o médico psiquiatra Edson Gutemberg de Sousa, é um medicamento indicado para o tratamento da insônia de curta duração. Ele age no sistema nervoso central, ajudando a induzir o sono rapidamente e mantendo a duração do sono. “Quando você toma, ele vai lá nos centros cerebrais responsáveis pela melatonina e faz com que eles produzam esse hormônio do sono. Ele atua como indutor”, detalha o profissional, que também é diretor do Complexo de Saúde Prof. Severino Lopes.

Devido ao potencial de causar dependência, o uso do zolpidem é geralmente recomendado para períodos curtos, com acompanhamento médico rigoroso. A mudança visa garantir um acompanhamento mais detalhado e controlado do uso do medicamento. “Como toda medicação, ele tem efeitos benéficos e adversos secundário. Quando bem indicada e tomada da forma que o médico prescreveu há um controle, uma supervisão, tem o período para tomar e também para fazer o desmame, essa é a forma correta”, orienta.

E complementa: “Infelizmente, no Brasil, o pessoal é muito adepto à automedicação. Às vezes um amigo usa, tem bons resultados, indica para outro e começa a tomar de forma indiscriminada e isso é muito perigoso porque o uso não pode ser para toda a vida. Usar zolpidem não tira a estratégia da higiene do sono, você continua com horas normais para dormir, precisando se afastar de telas, redes sociais, que afastam o sono, tem todo um cumprimento que precisa ser seguido”.

Os médicos que prescrevem zolpidem devem estar cadastrados na autoridade sanitária local, que no Brasil é a Anvisa. Além disso, os profissionais médicos arcam com a responsabilidade das prescrições emitidas. E os pacientes já estão atentos às mudanças, diz a farmacêutica Nair da Silva. “Apesar de a mudança ser recente, os pacientes já estão trazendo os receituários corretos, o que indica também que os médicos estão atentos. No caso das prescrições feitas antes do dia 1º, no receituário antigo, elas podem ser atendidas até a validação da receita”, explica.

Ainda segundo a profissional, a atualização no controle da venda vai ao encontro de um aumento na procura, sobretudo após o período mais crítico da pandemia de covid-19. “Teve um aumento muito grande da procura sim, em relação ao ano passado e também num período mais amplo, como, por exemplo, em relação ao tempo antes da pandemia. Foi um período no qual o sono das pessoas foi bastante afetado, então acredito que isso tenha contribuído bastante para esse cenário que temos hoje, que inclusive demandou mais controle”, destaca.

Fonte: Tribuna do Norte

Governo publica MP isentando prêmio de medalhistas de Imposto de Renda

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Foto: Reprodução/COB
O governo federal publicou na edição desta quinta-feira (8.ago.2024) do DOU (Diário Oficial da União) uma MP (medida provisória) para incluir entre os rendimentos isentos do IR (imposto de renda) os prêmios em dinheiros dados a atletas ou paratletas olímpicos. A isenção vale apenas para os bônus pagos pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) ou pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro).

O documento é assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dário Durigan, e pelo ministro André Fufuca (Esporte).

A MP altera o artigo 6 da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que determina quais rendimentos recebidos por pessoas físicas ficam isentos do imposto de renda.

O texto acrescenta isenção ao “prêmio em dinheiro pago pelo Comitê Olímpico Brasileiro – COB ou pelo Comitê Paralímpico Brasileiro – CPB ao atleta ou paratleta em razão da conquista de medalha em Jogos Olímpicos ou Paralímpicos, a partir de 24 de julho de 2024”. A data representa o dia em que o 1º evento competitivo foi realizado nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Poder360

Caminhonete queimada é encontrada em Macaíba; carro pode ter sido usado no assalto ao carro-forte

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Caminhonete queimada é encontrada em Macaíba – Foto: Reprodução

A possível caminhonete utilizada no assalto ao carro-forte em Natal foi encontrada incendiada em uma mata em Macaíba. O veículo, modelo L200 foi encontrado nesta quinta-feira (8) pela Polícia Militar.


Uma perícia no veículo será realizado pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep-RN) para confirmar se é o mesmo utilizado no assalto ocorrido nesta segunda-feira (5).

A suspeita se deu pois o modelo do carro bate com o das imagens das câmaras de segurança, divulgadas nesta quarta-feira (8), que filmaram a chega e saída dos criminosos.

Entenda o crime

Uma quadrilha armada com fuzis assaltou uma lotérica no supermercado Nordestão, no bairro de Capim Macio, em Natal, no fim da tarde desta segunda-feira (5). Os assaltantes abordaram um carro-forte no local e balearam um dos seguranças, que foi levado para o hospital, mas acabou morrendo.

Até o momento, nenhum dos envolvidos foram presos.

Shows de Taylor Swift em Viena são cancelados após prisão de suspeitos de plano de atentado terrorista

Taylor Swift. Foto: Reprodução/ Instagram/ Taylor Swift
Os shows de Taylor Swift em Viena foram cancelados nesta quarta-feira (7) após a prisão de suspeitos de planejar um atentado terrorista nas apresentações da cantora na capital da Áustria.

“Com a confirmação de oficiais do governo de um ataque terrorista planejado no estádio de Ernst Happel, não temos escolha a não ser cancelar os três shows programados para a segurança de todos”, afirmou a organizadora das apresentações.

As performances aconteceriam entre esta quinta (8) e sábado (10). Os ingressos estavam esgotados para todos os dias e o dinheiro será devolvido.

Segundo vários veículos da imprensa internacional, a polícia encontrou substâncias químicas durante a operação, que levou a evacuação de várias casas por precaução.

Duas pessoas foram detidas. “De acordo com o status atual da investigação, os dois suspeitos se radicalizaram pela internet”, afirmou o diretor geral de Segurança Pública, Franz Ruf.

Segundo ele, um deles era um jovem austríaco de 19 anos que “realizou uma declaração de lealdade ao atual líder do Estado Islâmico no começo de julho”.

Fonte: g1

Policial militar suspeito de estuprar adolescente é preso em Natal

O suspeito foi conduzido ao Comando Geral da PM e segue à disposição da Justiça. Foto: Polícia Civil
Um policial militar de 50 anos foi preso nesta terça-feira (06) suspeito de estuprar uma adolescente em Natal.

Ele foi preso preventivamente por policiais civis da Delegacia Especializada na Proteção da Criança e do Adolescente de Natal (DPCA/Natal), com apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

Além do mandado de prisão, um mandado de busca e apreensão também foi cumprido. Na oportunidade, celulares, armas de fogo e munições foram apreendidos.

O suspeito foi conduzido ao Comando Geral da PM e segue à disposição da Justiça.

Confira a agenda do Brasil nas Olimpíadas desta quarta-feira (7)7.ago.24 7h42Atualizado há 19 horas

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A marcha atlética mista, com Caio Bonfim e Viviane Lyra, e skate park masculino são os destaques desta quarta-feira (7), com chance de medalha para o Brasil. No vôlei de praia, Ana Patrícia e Duda buscam vaga na semifinal. Já na canoagem de velocidade, Isaquias Queiroz tenta classificação na categoria que conquistou o ouro em Tóquio.

Atletismo

2h30 – Final – marcha atlética – revezamento misto – Caio Bonfim e Viviane Lyra
5h05 – Classificatórias – salto em altura masculino – Fernando Ferreira
5h25 – Classificatórias – lançamento de dardo feminino – grupo A – Jucilene de Lima
14h05 – Semifinal – 110m com barreiras masculino – Rafael Pereira e Eduardo de Deus
14h15 – Classificatórias – salto triplo masculino – Almir Jr
14h35 – Semifinal – 400m com barreiras masculino – Alison dos Santos e Matheus Lima
15h02 – Semifinal – 200m Masculino – Renan Gallina

Canoagem de velocidade

4h30 – Eliminatórias – K1 – 500m feminino – Ana Paula Vergutz
5h40 – Eliminatórias – K1 – 1000m masculino – Vagner Souta
6h40 – Eliminatórias – C1 – 1000m masculino – Isaquias Queiroz e Mateus Nunes
8h30 – Quartas de final – K1 – 500m feminino
9h10 – Quartas de final – K1 – 1000m masculino
9h40 – Quartas de final – C1 – 1000m masculino

Vela

7h23 – Formula Kite – 12ª, 13ª, 14ª e 15ª regatas – Bruno Lobo
9h43 – Nacra – Regata da medalha – Marina Arndt e João Bulhões
10h43 – 470 – Regada da medalha – Isabel Swan e Henrique Haddad

Skate park

7h30 – Classificatórias – masculino – Pedro Barros, Augusto Akio e Luigi Cini
12h30 – Final

Tênis de mesa

10h – Quartas de final – equipes masculinas – Brasil x França
15h – Semifinal – equipes masculinas

Vôlei de praia

13h – Quartas de final – Ana Patrícia/Duda x Tina/Anastasija (LET)

Fonte: Tribuna do Norte