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Eleições 2024

Governo Lula ignora tentativa de aproximação de Israel e mantém impasse diplomático

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Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não respondeu a uma iniciativa de Israel que buscava aliviar as tensões diplomáticas entre os dois países.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel entrou em contato com o Itamaraty para perguntar qual gesto poderia ser aceito por Brasília para viabilizar a nomeação de um novo embaixador. A consulta, feita em tom conciliatório, não teve qualquer retorno — nem positivo nem negativo.

O movimento israelense tinha como objetivo manter a representação de alto nível em Brasília, mesmo diante das duras críticas do governo Lula à condução da guerra contra o Hamas. Para diplomatas estrangeiros, a ausência de resposta brasileira foi interpretada como sinal de que não há interesse, neste momento, em amenizar o atrito.

Em Tel Aviv, já se trabalha com a perspectiva de que o Brasil seguirá sem embaixador israelense até, pelo menos, 2026, após a próxima eleição presidencial. O atual embaixador, Daniel Zonshine, deixará o país na próxima semana e, por ora, não haverá substituto. A embaixada será comandada por um encarregado de negócios — cargo técnico, com menor peso político.

O Itamaraty afirmou, por meio de nota, que todos os trâmites envolvendo novos embaixadores são sigilosos e que não comentaria casos específicos.

Relação em crise

O relacionamento entre Brasil e Israel se deteriorou rapidamente desde outubro de 2023, quando começou a guerra entre Israel e o Hamas. Lula fez declarações chamando as ações israelenses de “genocidas” e chegou a compará-las ao extermínio de judeus durante a 2ª Guerra Mundial.

As falas provocaram forte reação do governo de Benjamin Netanyahu, que declarou o presidente brasileiro “persona non grata”. A partir daí, o Brasil passou a bloquear a indicação de um novo embaixador israelense e, desde então, mantém a estratégia do silêncio.

Para diplomatas, a expectativa é de que as relações bilaterais permaneçam congeladas até o final do mandato de Lula.

Com informações do Poder 360

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Eleições 2024

Ciro Nogueira visita Bolsonaro: “Não vou dizer que ele não estava triste”

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Foto: reprodução
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) compartilhou nesta terça-feira (5) que visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar. De acordo com o parlamentar, a visita foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

“Olá, amigos e amigas. Saindo agora da casa do meu presidente Jair Bolsonaro. Fui autorizado pelo relator, ministro Moraes, seguindo todas as normas. E como a imprensa acabou de me ver saindo, vou fazer um relato que encontrei este grande brasileiro”, disse Nogueira me um vídeo gravado no carro.

“Não vou dizer que ele não estava triste, mas é uma pessoa que acredita muito no nosso país. Em Deus. E eu espero que a gente possa superar o mais rapidamente possível essa situação”, complementa.

O senador, que preside o partido Progressistas, disse ter sido recebido pela ex-primeira dama Michelle Bolsonaro. Nogueira foi ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro entre 2021 e 2022.

O ex-presidente cumpre a medida imposta pela Justiça em uma casa localizada num condomínio do Jardim Botânico, área nobre de Brasília, localizada a cerca de dez quilômetros do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional.

Proibição de visitas e apreensão de celular

Na decisão que impôs a prisão domiciliar de Bolsonaro, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes também acrescentou outras duas medidas cautelares: a de que o ex-presidente não poderia receber visitas sem autorização prévia do Supremo e a de que ele não poderia utilizar celulares, diretamente ou por meio de terceiros.

O ex-mandatário também foi alvo de busca de apreensão da PF (Polícia Federal) nesta segunda e teve seu celular apreendido.

De acordo com o ministro, Bolsonaro produziu material para publicar nas redes sociais de seus três filhos e dos seus seguidores e apoiadores políticos.

O conteúdo, segundo ele, seria de “incentivo e instigação a ataques o Supremo Tribunal Federal” e “apoio ostensivo” à intervenção estrangeira no Poder Judiciário.

Moraes acrescenta que o descumprimento das regras ou das medidas cautelares pode resultar na decretação imediata da sua prisão preventiva.

O ministro do STF já havia imposto, desde 18 de julho, a utilização de tornozeleira eletrônica.

Na época, o político do PL foi alvo de uma operação da PF (Polícia Federal), autorizada pelo Supremo, que apura os crimes de coação no curso do processo, obstrução à Justiça e ataque à soberania nacional.

CNN

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Eleições 2024

Eduardo Bolsonaro prevê que ele e aliados estarão inelegíveis em 2026

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Foto: reprodução
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) cobra ações do Congresso contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda neste ano. Para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o magistrado vai atuar contra candidaturas de direita se ainda tiver poder durante as eleições do ano que vem.

“Chegando ano que vem, o Moraes ainda estando numa posição forte, será que ele não vai deixar inelegíveis todos esses candidatos ao Senado que porventura estiverem cotados como favoritos para ganha a eleição?”, questionou Eduardo em entrevista nesta terça-feira (5/8).

“O Moraes vai condenar qualquer pessoa por qualquer motivo”, seguiu Eduardo. “Eu, por exemplo, o Gustavo Gayer, dentre outros do meu partido, temos processos dentro da Suprema Corte”, continuou Eduardo, lembrando que responde ainda processo administrativo como servidor da PF, o que também pode lhe dar a inelegibilidade como punição.

Para Eduardo, estarão na mira de Moraes e “do sistema” “todos aqueles que já se manifestaram ou tenham o perfil de votar pelo impeachment do Alexandre de Moraes”.

“Não haverá Brasil ano que vem se a gente não resolver esse problema agora”, concluiu Eduardo.

Metrópoles

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Eleições 2024

Justiça determina suspensão de investigação contra Samir Xaud, presidente da CBF

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Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) decidiu suspender as investigações envolvendo o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, ao conceder, nesta quinta-feira, 31, habeas corpus em favor do dirigente.

As investigações estão suspensas até o julgamento final do processo. Xaud foi um dos alvos da Operação Caixa Preta, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira para investigar crimes eleitorais. Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão cumpridos em Roraima e no Rio de Janeiro, um deles na sede da CBF.

Em sua decisão, o desembargador Jésus Nascimento sustentou que não há elementos concretos que conectem o presidente da CBF à prática de crimes eleitorais.

“No caso em análise, verifica-se, em juízo de cognição sumária, a presença de elementos que evidenciam a plausibilidade do direito invocado, notadamente ao analisar o conjunto probatório apresentado nestes autos, pois não restaram demonstrados elementos concretos de autoria e materialidade delitiva capazes de associar a participação do paciente na prática de crime eleitoral”, afirmou o desembargador.

Responsável pelo pedido de habeas corpus, a defesa de Xaud, liderada pelo advogado Rafael de Alencar Carneiro, sustentou que o cartola sofreu “grave constrangimento ilegal” devido à busca e apreensão realizada na sede da CBF.

Xaud estava sendo investigado por ter sido vinculado à deputada Helena Lima, do MDB, e ao seu marido Renildo Lima, apontados como figuras centrais em um possível esquema de crime de compra de votos em Roraima, de acordo com a investigação da Polícia Federal.

Xaud é filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), mesmo partido de Helena. Em 2022, concorreu a deputado federal pela sigla, com o apoio do ex-senador Romero Jucá. Teve 4.816 votos e não se elegeu. Terminou como primeiro suplente da coligação emedebista. Antes, em 2018, tentou uma vaga de deputado estadual pelo PV, também sem sucesso.

O presidente da CBF era acusado, conforme a PF, de associação ao esquema com base em declarações em áudio encaminhado por Renildo a um candidato a vereador, no qual Samir é citado como parte do núcleo político do grupo.

“Agora nós estamos mais fortes, graças a Deus, porque eu e Helena tivemos o cuidado de colocar nas superintendências políticos que já foram testados nas urnas e bem votados, por exemplo, o Samir teve 5000 votos, então o pedido dele, pelo menos 500 ele consegue”, afirma Renildo no áudio.

Xaud se pronunciou por meio de nota enviada pela CBF. “Sei de onde eu vim, sei quem eu sou e mantive a tranquilidade nos últimos dias, apesar da injustiça cometida e da grave exposição negativa da minha imagem. Seguirei trabalhando com foco, fé e honestidade em prol do futebol brasileiro”, declarou.

Estadão

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