Ipanguaçu-RN

Ex-ditador condecorado por Lula é condenado à morte por assassinatos, tortura e crimes contra a humanidade

O ex-presidente da Síria, Bashar al-Assad, foi condenado nesta terça-feira (11) à pena de morte por um tribunal sírio, em julgamento realizado à revelia. A decisão responsabiliza o ex-líder por crimes cometidos durante os quase 14 anos de guerra civil no país.

Segundo informações divulgadas pela Reuters e pela Associated Press, Assad foi considerado culpado por crimes que incluem assassinatos, tortura, detenções arbitrárias e crimes contra a humanidade. Esta é a primeira condenação oficial de Bashar al-Assad desde a queda de seu regime, em dezembro de 2024.

Assad deixou a Síria após a tomada de Damasco por forças rebeldes e fugiu para a Rússia, onde recebeu asilo. Por estar fora do país, ele não participou presencialmente do julgamento.

CONDECORADO POR LULA

O caso também chama atenção no Brasil porque Bashar al-Assad recebeu, durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma das principais honrarias concedidas pelo país a autoridades estrangeiras.

Em julho de 2010, Lula concedeu a Assad o Grande-Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, durante visita do então presidente sírio ao Brasil. A Câmara dos Deputados registra que a honraria foi concedida pelo governo Lula.

Após a queda do regime sírio, a condecoração passou a ser questionada no Brasil. Em dezembro de 2024, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara aprovou a cassação da honraria concedida ao ex-presidente sírio.

SENTENÇA

Além de Bashar al-Assad, o tribunal também condenou à morte seu irmão, Maher al-Assad, e outros integrantes do antigo regime. As condenações estão relacionadas à repressão e aos crimes cometidos durante o conflito sírio.

A guerra civil da Síria começou em 2011 e provocou centenas de milhares de mortes, além de milhões de pessoas deslocadas.

A condenação de Assad representa um dos principais passos do atual governo sírio no processo de responsabilização de integrantes do antigo regime por crimes cometidos durante os anos de governo da família Assad.

Fonte: Reuters, Associated Press e Câmara dos Deputados.

Fonte: Focoelho