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Motorista perde renda após bloqueio de aplicativo; Justiça manda conta voltar e paga R$ 5 mil

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Um motorista de aplicativo que teve a conta bloqueada sob a acusação de manter um cadastro duplicado será indenizado em R$ 5 mil por danos morais e terá o perfil reativado de forma definitiva. A decisão foi tomada pelo Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública da Comarca de Extremoz, após a Justiça considerar que a plataforma não apresentou provas capazes de justificar o bloqueio que deixou o trabalhador sem sua principal fonte de renda.

O perfil do motorista foi suspenso repentinamente em 25 de dezembro de 2025, justamente no dia de Natal. Segundo os autos, a empresa alegou que havia uma “conta duplicada” e apontou suposta violação dos termos de uso da plataforma.

O trabalhador negou possuir outro cadastro e afirmou que não recebeu aviso prévio nem teve oportunidade de apresentar sua defesa antes de ser impedido de realizar novas corridas. Conforme o processo, os ganhos obtidos por meio do aplicativo representavam sua única fonte de renda.

Empresa não apresentou provas

A plataforma sustentou que o bloqueio estava amparado na autonomia da vontade e na liberdade contratual. A empresa também alegou que o motorista teria descumprido as regras de utilização do serviço e que não seria obrigada a manter ativo o cadastro de um usuário diante de uma suposta “quebra de confiança”.

Na análise do caso, o juiz Diego Costa Pinto Dantas destacou que a relação entre a plataforma e o motorista deve respeitar princípios como boa-fé objetiva, função social do contrato e dever de informação. Para o magistrado, o trabalhador se encontra em situação de vulnerabilidade econômica diante da empresa responsável pela tecnologia e pelo funcionamento do aplicativo.

A sentença também apontou que a liberdade contratual não permite que a plataforma descredencie um profissional sem apresentar uma justificativa comprovada. Segundo o juiz, quando a ferramenta é utilizada como meio essencial de trabalho, a empresa precisa demonstrar de forma inequívoca o motivo que levou à suspensão da conta.

Bloqueio foi considerado arbitrário

Outro ponto destacado na decisão foi a responsabilidade da empresa pela produção das provas relacionadas ao bloqueio. Por controlar a tecnologia e os dados da plataforma, caberia à ré demonstrar que a suspensão ocorreu de maneira regular, conforme o artigo 373, inciso II, do Código de Processo Civil.

Como essa comprovação não foi apresentada, a acusação de conta duplicada foi considerada pelo magistrado uma alegação sem sustentação suficiente. A decisão classificou a desativação como arbitrária e ilegal, afastando a justificativa apresentada pela plataforma.

O juiz também considerou que o bloqueio abrupto de uma ferramenta indispensável para o trabalho provocou consequências que ultrapassaram um simples conflito contratual. O fato de a suspensão ter ocorrido durante o Natal, em uma data festiva, foi levado em conta na avaliação dos impactos causados ao motorista.

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A decisão reforça que plataformas de transporte não podem utilizar seus termos de serviço para suspender trabalhadores de maneira unilateral e sem apresentar elementos concretos que sustentem a medida. No entendimento adotado pelo juízo, a autonomia contratual encontra limites quando a decisão empresarial interfere diretamente na fonte de renda de um profissional.

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Canal da 96 FM alcança 600 mil inscritos no YouTube e consolida força entre as rádios do Nordeste

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Foto: Divulgação

O canal da 96 FM alcançou mais uma marca histórica no ambiente digital. A emissora chegou aos 600 mil inscritos no YouTube, consolidando-se como um dos maiores canais de rádio do Nordeste e reforçando a força da programação da 96 também nas plataformas digitais. O número representa o crescimento de uma audiência que acompanha a emissora diariamente pelo rádio, site, redes sociais e transmissões ao vivo.

A marca ganha ainda mais relevância pelo ritmo de crescimento. Em setembro de 2025, a 96 FM havia comemorado a chegada aos 500 mil inscritos. Menos de um ano depois, foram mais 100 mil novos inscritos, resultado que mostra a capacidade da emissora de ampliar sua audiência e transformar a programação tradicional em conteúdo consumido também pela internet.

Esse crescimento passa diretamente pela força dos programas que acompanham o ouvinte ao longo de todo o dia. A jornada começa às 5h, com o Povo no Rádio, segue com o Jornal 96, às 6h30, o Contraponto, às 7h30, e continua ao meio-dia com o Meio Dia RN. No fim da tarde, a programação tem o Via Certa 96, às 17h, o Jornal das 6, às 18h, e fecha a noite esportiva com o Jogo Rápido, às 19h30.

Mais do que um número, os 600 mil inscritos representam a consolidação de um projeto de comunicação que une informação, opinião, prestação de serviço, entretenimento e esporte. A 96 FM amplia sua presença para além das ondas do rádio e transforma cada programa em uma experiência multiplataforma, aproximando ainda mais a emissora do público.

Com a nova marca, a 96 FM mantém a trajetória de crescimento e mira novos recordes. Dos 500 mil aos 600 mil em menos de um ano, a emissora mostra que o rádio segue forte — e que, quando conectado ao digital, pode alcançar uma audiência ainda maior.

Portal 96 FM

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Fonte: Blog do BG

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Dívida bancária do Rio chega a R$ 26 bilhões, diz governador

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A dívida do governo do Rio de Janeiro com instituições financeiras chega a R$ 26 bilhões, disse nesta terça-feira (18) o governador em exercício, Ricardo Couto. Após reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em Brasília, Couto afirmou que o Estado busca uma reestruturação dos débitos para reduzir o custo financeiro e reorganizar as contas públicas.

O governador disse que a negociação não se limita à adesão do Rio ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que trata dos débitos estaduais com a União. Segundo ele, o objetivo é também reorganizar as dívidas mantidas com bancos e outras instituições financeiras.

“Nós temos, em termos de déficit bancário com instituições financeiras, cerca de R$ 26 bilhões”, ressaltou.

Reestruturação dos débitos

Couto afirmou que o governo fluminense pretende renegociar as dívidas com condições financeiras mais favoráveis.

“Desejamos fazer um reescalonamento desse débito com juros menores. E a União tem olhado de forma muito positiva a essa conduta do estado do Rio de Janeiro”, acrescentou.

Segundo o governador, a intenção é reorganizar o passivo para melhorar a situação financeira do estado. Afirmou ainda que o governo federal tem apoiado as negociações.

“O objetivo maior dessa reunião hoje foi ver a reestruturação total da dívida do estado, não apenas dentro da ideia do Propag, mas também a reorganização de todo o déficit que nós temos junto às instituições financeiras”, resumiu.

Sem nova garantia

Sobre a necessidade de uma nova garantia do Tesouro Nacional para viabilizar a operação, Couto afirmou que não haverá uma nova cobertura federal.

“Não, o Tesouro não precisa dar uma nova garantia. Nós estamos discutindo formatos de realocação das dívidas”, ressaltou.

O governador também afirmou que pretende buscar o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nas próximas etapas da reorganização financeira.

Dívida com a União

Além do passivo bancário, o Rio de Janeiro também negocia a dívida com a União. Em maio, o estado foi autorizado a aderir ao Propag, programa criado para permitir a renegociação dos débitos estaduais.

Com a adesão, oficializada em junho, a dívida do Rio com a União caiu de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões, segundo os dados apresentados pelo governo federal. A redução ocorreu mediante contrapartidas do Estado.

As parcelas mensais também foram reduzidas, de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões. O prazo de pagamento foi estendido até 2056.

Outra mudança foi a retirada dos juros reais. Pelo novo modelo, a dívida passa a ser corrigida apenas pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Refit

Couto não respondeu se a situação da refinaria Refit, apontada como uma das principais devedoras, foi discutida durante a reunião. 

Dono da antiga Refinaria de Manguinhos, o Grupo Refit é apontado pela Receita Federal como o maior devedor contumaz do Brasil. A empresa acumula débitos tributários superiores a R$ 26 bilhões com a União e os estados. A empresa é alvo de investigações por sonegação fiscal estruturada, lavagem de dinheiro e uso de empresas-espelho.

Contrapartidas

Para obter as condições previstas no Propag, o Rio se comprometeu a reduzir 20% do total devido à União. Como parte da operação, recursos que seriam destinados ao Estado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) permanecerão com o governo federal até 2048.

O Estado também deverá aplicar 1% do saldo devedor em áreas como educação, infraestrutura e segurança.

Desde 2016, a União já pagou cerca de R$ 47 bilhões em dívidas do Rio de Janeiro que não foram quitadas pelo Estado.

Agenda alterada

Durigan cancelou compromissos que teria em São Paulo nesta terça-feira para participar da agenda em Brasília. O encontro com Couto ocorreu no fim da tarde. Segundo o governador em exercício, teve como principais temas a situação financeira do Rio e as alternativas para reestruturar os débitos estaduais.

 

Fonte: Agência Brasil

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Investigado por novo estupro de vulnerável, homem é preso pela Polícia Civil em Mossoró

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A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, nesta terça-feira (18), dois mandados de prisão contra um homem de 53 anos, investigado e condenado por crimes de estupro de vulnerável ocorridos no município de Pau dos Ferros. 

O homem estava foragido há aproximadamente dois anos e foi localizado e preso em Mossoró.

De acordo com as investigações, o homem já havia sido condenado a 15 anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável e cumpria pena em regime aberto.

Posteriormente, ele teria praticado um novo crime da mesma natureza, desta vez contra uma criança de sete anos, que residia nas proximidades de sua residência.

Após tomar conhecimento de que a mãe da vítima havia procurado a Polícia Civil para registrar a ocorrência, o investigado fugiu e permaneceu foragido por cerca de dois anos. 

Em razão do novo fato, foi decretada sua prisão preventiva, além da regressão de regime referente à condenação anterior, resultando na expedição das duas ordens judiciais.

Desde então, policiais civis realizavam diligências com o objetivo de localizar o homem. 

Durante as investigações, foram obtidas informações de que ele estaria no município de Mossoró. 

As equipes se deslocaram até a cidade, onde conseguiram localizá-lo e efetuar a prisão.

Após os procedimentos de praxe, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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