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Abin testa ‘WhatsApp estatal’ para comunicação interna do governo
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) informou ao Congresso Nacional que abriu a fase de testes de um novo aplicativo de mensagens instantâneas para uso interno do governo federal, em substituição a plataformas como o WhatsApp e o Telegram.
Durante o governo Bolsonaro, a Abin suspendeu o uso de um aplicativo de mensagens próprio (batizado de Athena) e escanteou o sistema oficial para distribuição de alertas e relatórios de inteligência, sob justificativa de agilizar a comunicação dentro do governo.
O uso do WhatsApp, no entanto, provocou um curto-circuito em 8 de janeiro de 2023, quando informes de inteligência que apontavam o risco de ataque às sedes dos três Poderes foram enviados em grupos de mensagens ou diretamente a autoridades por meio do aplicativo.
Na ocasião, o Ministério da Justiça, então sob o comando do hoje ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, negou ter recebido qualquer alerta da Abin. O ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Gonçalves Dias disse que só soube dos informes posteriormente.
A informação sobre o novo aplicativo foi dada pelo diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, à Comissão de Controle de Atividade de Inteligência do Congresso Nacional no começo de julho. A reunião foi secreta, mas a apresentação de Corrêa foi tornada pública pela comissão.
Autoridades a par do desenvolvimento afirmam que inicialmente o aplicativo seria usado apenas pelos integrantes do Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência), rede que reúne diferentes órgãos públicos para troca de informações de inteligência. Hoje, porém, a ideia é fornecer o app para toda a administração pública federal.
