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Quem era Niño Guerrero, morto em operação anunciada por Trump
Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, era apontado como o principal líder da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua, considerada uma das maiores e mais violentas da América Latina. Sua morte foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (13), após uma operação militar realizada em coordenação com autoridades venezuelanas.
Nascido em 1983, na cidade de Maracay, Guerrero iniciou sua trajetória no crime ainda jovem. Preso por diversos delitos, ele se tornou o chefe da penitenciária de Tocorón, no estado de Aragua, transformando o local na principal base de operações do Tren de Aragua.
Sob seu comando, a facção expandiu suas atividades para vários países da América Latina, sendo associada a crimes como tráfico de drogas, extorsão, sequestros, tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro e homicídios. As autoridades dos EUA chegaram a oferecer recompensa por informações que levassem à sua captura.
Em 2023, durante uma grande operação das forças venezuelanas para retomar o controle da prisão de Tocorón, Niño Guerrero conseguiu fugir e permaneceu foragido desde então. A penitenciária chamou atenção internacional por possuir estruturas incomuns para um presídio, incluindo piscina, zoológico, restaurantes e túneis de fuga usados pela organização criminosa.
Segundo Trump, Guerrero foi morto em um ataque realizado pelo Comando Sul dos Estados Unidos, com apoio das autoridades da Venezuela. O governo venezuelano confirmou a morte durante uma operação contra grupos criminosos armados.
A morte de Niño Guerrero representa um duro golpe para o Tren de Aragua, grupo que se expandiu por diversos países e passou a ser tratado pelos Estados Unidos como uma organização terrorista estrangeira.
