Crianças ficam presas a 275 m de altura após cabo de teleférico se romper no Paquistão

Seis crianças e dois adultos ficaram presos em um teleférico pendurado a 275 metros de altura sobre uma região montanhosa no noroeste do Paquistão.

As crianças viajavam para a escola na província de Khyber Pakhtunkhwa quando um dos cabos do teleférico quebrou às 9h (horário local) nesta terça-feira (22), segundo a Autoridade Nacional de Gestão de Desastres (NDMA) do país.

Um helicóptero de vigilância chegou primeiro ao local do teleférico, antes de um helicóptero maior se deslocar para lá para garantir que havia espaço suficiente para transportar todos os resgatados, disse o vice-comissário do distrito, Tanveer Ur Rehman.

Dois dos estudantes no teleférico estão perdendo e recuperando a consciência, disse um dos passageiros à mídia paquistanesa Geo News.

O passageiro, identificado apenas como Gulfaraz, instou as autoridades estaduais a tomarem providências. Disse que os alunos, com idades entre os 10 e os 15 anos, não têm sequer água potável.

O pessoal de resgate deu aos passageiros medicamentos para náusea após relatos de vômitos em crianças, disse Ur Rehman, acrescentando que os presos também receberam medicamentos para o coração.

Ele disse que os helicópteros permanecerão no ar até que a operação de resgate seja concluída, pois pousá-los fez com que o cabo se movesse demais.

Anteriormente, um funcionário do governo local disse que oito crianças ficaram presas com os adultos a uma altura de 365 metros.

O teleférico conecta duas comunidades da região e funciona com dois cabos, um dos quais rompeu, segundo o oficial de resgate, Bilal Ahmad Faizi.

O primeiro-ministro interino do Paquistão, Anwar-ul-Haq Kakar, ordenou que todos os “teleféricos dilapidados e não compatíveis” fechassem imediatamente, de acordo com um comunicado de seu gabinete.

Muitas crianças que vivem em partes remotas e montanhosas da província de Khyber Pakhtunkhwa dependem de teleféricos para ir e voltar da escola. Alguns deles carecem de manutenção regular e podem ser uma forma arriscada de viajar.

Fonte: CNN

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