Fiscalização a CACs diminui em meio à crise por espaço entre Exército e a PF no governo Lula

Sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Exército diminuiu o ritmo de fiscalizações de CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores de armas de fogo). A baixa nas ações de vistoria no primeiro semestre se dá no contexto de uma queda de braço dos militares com a Polícia Federal pelo poder de supervisionar o grupo que se tornou o maior segmento armado do País no governo de Jair Bolsonaro (PL).

De janeiro a junho, 4.433 CACs foram submetidos a fiscalizações, uma média de 738 por mês. Nos quatro anos de Bolsonaro, a pior média mensal foi de 875, em 2020, quando 10.505 pessoas receberam visitas de militares para procedimentos fiscalizatórios. No ano passado, foram 21.222 pessoas averiguadas.

O ritmo do Exército em 2023 vai de encontro ao discurso de estrito controle sobre armas de fogo do novo governo. Os números são muito baixos sobretudo quando comparados com o universo de CACs, o maior segmento armado do Brasil. Os atuais 803 mil superam todo o efetivo das polícias militares e das Forças Armadas, estimado em 769,9 mil homens na ativa.

As ações para conter o acesso a armas foram monopolizadas pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, enquanto o Exército, comandado pelo general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, não teve o mesmo protagonismo. O ministro liderou a edição de decretos sobre armas e um recadastramento nacional do arsenal dos CACs em um sistema coordenado pela PF.

Confira mais detalhes na matéria de Vinícius Valfré, Estadão

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