Amigo e correligionário da vereadora Marielle Franco, ass4ss1nada em março de 2018, o deputado federal Chico Alencar disse em entrevista à coluna Guilherme Amado neste domingo (24/3), após as prisões dos supostos mandantes do crime, que sempre viu alguma “distância” entre o desapreço do clã Bolsonaro por Marielle e as teorias, espalhadas sobretudo na esquerda, de que a família teria alguma relação com o caso.

Ronnie Lessa, o ass4ss1no confesso de Marielle e Anderson Gomes, motorista dela, morava no mesmo condomínio que o ex-presidente Jair Bolsonaro na Barra da Tijuca, Zona Oeste carioca, o Vivendas da Barra. Em delação premiada, Lessa apontou como mandantes do crime o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão e o deputado federal Chiquinho Brazão. Os irmãos Brazão foram presos neste domingo pela Polícia Federal.

Para Chico Alencar, embora Bolsonaro e seus filhos políticos não tivessem qualquer simpatia em relação à vereadora do PSol ass4ss1nada, “vai uma distância” atribuir a eles qualquer participação nos planos para mat4-la. “A disputa política não pode nos levar a ter posturas levianas ou falsear realidades, como a extr3ma-direita costuma fazer com frequência”, declarou.

“Eles não tinham a menor simpatia e proximidade com tudo que Marielle representava. Mas daí a chegar a uma trama drástica para eliminá-la, é um outro passo que eu nunca achei que eles seriam capazes de dar, um mero achar”, disse Alencar.